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O Beijo de Judas de David Hare em exibição no TEC


Mar27Qua
a
Maio05Dom
4ª a sábado| 21h00; domingos |16h00

info e reservas acontecenotec@gmail.com|214670320 M16 anos


Escrita em 1998 pelo famoso dramaturgo britânico David Hare, a peça “Judas Kiss” ou “O Beijo de Judas” retrata dois momentos fundamentais na vida trágica do dramaturgo, romancista e crítico de arte, Oscar Wilde: o dia em que Wilde, após ter tomado conhecimento do veredicto de culpado por indecência flagrante e sentença a dois anos de prisão, mesmo assim decidiu não fugir de Inglaterra e consequentemente foi detido; e a noite, dois anos depois da pena cumprida e já em Itália, em que o seu amante (Lord Alfred Douglas ou Bosie), por quem Wilde tudo arriscou, acaba por o trair.
 
Trata-se de um texto comovente e infundido de indignação perante as consequências terríveis de uma posição ética intransigente—por parte de Oscar Wilde—num mundo social e íntimo marcado pelo medo e pela conformidade. De forma brilhante, a personagem de Oscar Wilde que nos surge retratada por Hare é multifacetada: alguém que tanto pode ser admirado pela sua integridade e convicção moral, como também lamentado pela sua tendência para a autodestruição.
 
David Hare é um dramaturgo britânico contemporâneo dos mais conhecidos, traduzidos e encenados internacionalmente. A sua obra é vasta e de enorme valor dramatúrgico, sendo composta por mais de três dezenas de peças de teatro e vários guiões cinematográficos, na sua maior parte de estética realista. 
 
Em “O Beijo de Judas”, o dramaturgo explora dois incidentes na vida de Oscar Wilde dos quais pouco sabemos, para criar um texto cujo verdadeiro tema é o amor e a traição. A peça foi pela primeira vez produzida pelo Almeida Theatre, estreando-se no Playhouse Theatre de Londres, em Março de 1998.
 
 
Contexto da peça |
Em 1895, o Marquês de Queensberry—encolerizado pelos boatos sobre a relação amorosa do seu filho Lord Alfred Douglas com o dramaturgo irlandês Oscar Wilde—entrou no clube que Wilde habitualmente frequentava e deixou-lhe um recado escrito, acusando-o de ser sodomita. Quando Wilde decidiu responder a este desafio, através de um processo criminal por difamação contra Queensberry, o Marquês retaliou com uma lista de jovens dispostos a testemunhar contra Wilde, os quais mandou procurar por toda a cidade de Londres. Apesar de ter conhecimento desta lista comprometedora, Wilde insistiu no seu caso contra o Marquês. Dois dias depois do seu processo de difamação ter sido rejeitado, o próprio Wilde tornou-se réu de um processo público de acusação, nos termos da Secção 11 do Acto de Emenda à Lei Criminal de 1886, o qual considerava uma ofensa criminal todos os “actos de indecência flagrante com outras pessoas do sexo masculino”.  A 19 de maio de 1897, Wilde foi libertado após dois anos na prisão. Partiu imediatamente para o estrangeiro e nunca mais voltou a Inglaterra até à sua morte, que ocorreu em 1900.
 
Interpretação |
Joana Bernardo, João Gaspar, Miguel Amorim, Renato Godinho, Rodrigo Paganelli, Sérgio Silva, Tadeu Faustino.

Encenação | Carlos Avilez

Cenografia|figurinos Fernando Alvarez
 
Bilhetes: Fnac e Ticketline |info e reservas acontecenotec@gmail.com|214670320  M16 anos
 
 

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