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Rota da Arquitetura de Veraneio - Monte Estoril



A intenção de urbanizar a antiga Costa de Santo António, que viria, depois, a chamar-se Monte Estoril, foi preconizada por José Jorge de Andrade Torrezão, a partir de 1869, que aí mandou edificar quatro chalets num alto sobranceiro à praia.
No entanto, só em finais de 1888, com a criação da Companhia Monte Estoril, e no ano seguinte, com a inauguração da linha férrea Pedrouços-Cascais é que o plano efetivamente se desenvolveu, por iniciativa do Conde de Moser e de Carlos de Anjos, de modo a «civilizar» a aridez do Monte Estoril, por meio da criação de infraestruturas que permitissem à nova estância competir com os mais reputados destinos turísticos internacionais.
Inicialmente foram os aristocratas e os capitalistas abastados quem construiu no Monte Estoril. Todavia, com a viragem do século, o gosto pelo veraneio e a possibilidade de dispor de casa de férias alargar-se-ia a mais estratos sociais.
Neste contexto, no início do século XX a Companhia Monte Estoril urbanizou  uma zona periférica ao núcleo inicial da estância turística: o Monte Palmela.
 
1. Casa S. Cristóvão
Rua Alfredo da Silva, n.º 61 | Av. Marginal
Com projeto da autoria do arquiteto Tertuliano Marques, este palacete, que expressa o estilo barroco joanino, foi mandado construir em 1917 pelo industrial Alfredo da Silva. É uma imponente construção de dois pisos, marcada na fachada a sul por uma ampla varanda panorâmica suportada por colunata classizante.
 
2. Vila Maria Pia
Rua D. António Guedes de Herédia, n.º 3B | Av. Marginal
Esta casa, ainda hoje imagem de marca do Monte Estoril, foi adquirida a João Henrique Ulrich, em 1893, pela Rainha D. Maria Pia, para utilização durante o período do ano consagrado aos banhos de mar. No entanto, em função da sua privilegiada localização também viria a ser utilizada durante grandes períodos no inverno, assumindo, então, a designação de Paço do Estoril. Para acomodar condignamente a Rainha, seria alvo de grandes obras internas, concluídas em 1895, sob direção do arquiteto Rosendo Carvalheira, em que se salientam as intervenções realizadas em talha e marcenaria por Frederico Augusto Ribeiro e as pinturas murais de António Ramalho.
Característico chalet de fim de século, de planta irregular, formado pelo adossamento de diversos corpos de distintas formulações planimétricas, distingue-se pelo telhado de duas águas e o pequeno torreão com telhado em coruchéu octogonal, revestido com telha cerâmica vidrada, de cor preta à data, com decorações geométricas a azul e branco, hoje desaparecidas. O alçado principal possui quatro andares, desenvolvendo-se inferiormente um terraço suportado por soluções de ferro forjado.
 
3.Vila Aduar
Rua D. Manuel de Melo, n.º 1
Casa que Carlos Anjos, um dos responsáveis pela urbanização do Monte Estoril, construiu para si e para a sua família. Está situada num local magnífico e rodeada de palmeiras e magnólias, pertencendo atualmente à família Sommer de Andrade.
 
4. Vivenda Lakximi
Rua de Belmonte, n.º 2
Casa mandada edificar por Manuel Ferreira dos Santos, possivelmente para habitação permanente. O projeto, de 1910, da autoria de Rafael Duarte Melo, expressa a junção de valores próprios do ecletismo oitocentista, com correntes estéticas contemporâneas, nomeadamente através da utilização de guardas em ferro forjado e frisos de azulejos Arte Nova.
 
5. Vivenda Malvina
Avenida Sanfré, n.º 15
Mandada construir por Manuel Ferreira dos Santos, o “brasileiro”, com projeto do Arquiteto Rafael Duarte de Melo, datado de 1907.
É um edifício neorromântico e eclético, em que merece particular destaque a aplicação de bandas horizontais de azulejos Arte Nova, com predominância para motivos vegetalistas, em composições entrançadas. Salientam-se ainda os frisos com os bustos e animais fantásticos que enquadram a entrada principal, da autoria de Luís Cardoso e datados de 1908.
 
6. Vivenda Laura
Avenida Sanfré, n.º 39
Também projetada por Rafael Duarte de Melo, em 1911, revela planta composta por justaposição de corpos, cujos alçados são pontuados por frisos azulejares vegetalistas e figurativos. Destaca-se uma composição azulejar com representação de busto feminino vincadamente Arte
Nova, executado, em 1912, pelo pintor Luís Cardoso. Salientam-se, ainda, os grandes janelões enquadrados por bandas azulejares Arte Nova e por composições de ferro forjado.
 
7.Vila Estefânia
Avenida da Venezuela, n.º 1 | Avenida Faial
Edifício que se destaca pela sua implantação geográfica, sobre uma pequena plataforma do antigo Monte Palmela, imediatamente atrás da Vila Maria Pia. Trata-se de um chalet de grande relevância para a evolução deste parque habitacional, cuja monumentalidade e cenografia é sobretudo transmitida pelo enorme torreão quadrangular, que funciona como fachada principal.
 
8. Vila Sara
Avenida Faial, n.º 2
Foi mandada construir, na primeira fase de vida do Monte Estoril, pelo Engenheiro Alberto da Silva Monteiro, grande colecionador de azulejos históricos.
A Vila Sara é uma referência patrimonial relevante, nomeadamente pelos painéis azulejares aplicados no exterior do edifício, com especial referência para os exemplares do século XVII, da autoria de Gabriel del Barco, as duas composições setecentistas atribuídas a Nicolau de Freitas e ainda alguns painéis do início do século XX, da autoria do pintor Pereira Cão.
 
9. Casa Monsalvat
Travessa do Calhariz, n.º 19
No topo do Monte Palmela encontra-se o principal núcleo de casas concebidas por Raul Lino. Deste conjunto, classificado como Monumento de Interesse Público, esta é a primeira casa “marroquina” projetada por Raul Lino, em 1901, para o seu amigo Alexandre Rey Colaço, músico oriundo de Tânger.
vertente mourisca é bem visível em diversos pormenores de decoração e arquitetura deste projeto, nomeadamente no uso exterior e interior do tijolo.
Nesta casa estruturada de dentro para fora, todos os elementos se fundem e contribuem para a harmonia do conjunto.
 
10. Casa Victor Schalk
Rua do Calhariz, n.º 72
Projetada por Raul Lino em 1915, a sua construção só estaria terminada em 1924. Repetem-se, aqui, algumas das dominantes estruturais e estéticas da obra daquele autor, em particular a orientação funcional da planta, concentrando-se as dependências de carácter social a sul, em cuja face se destaca a ampla sala octogonal, composição já ensaiada na Vila Tânger. Nos alçados destacam-se as aplicações de ladrilhos formando composições radiais e, na face nascente, voltada ao jardim, salienta-se o grande terraço protegido por guardas em adufa.
 
11.Vila Tânger
Rua do Calhariz, n.º 28
Foi construída, em 1903, para o artista plástico Jorge Colaço. Ao contrário do ecletismo que dominava a arquitetura do Monte Palmela, Lino impunha um novo conceito, em torno do que viria a ser conhecido
por Casa Portuguesa, tipologia que privilegiava uma série de pesquisas teóricas de pendor “historicista”.
Possui três pisos, sendo os alçados animados por aplicações de azulejos polícromos de motivos geométricos, que dialogam com os característicos duplos beirados que marcam grande parte da obra deste arquiteto.
 
12.Vila Ralph
Avenida das Acácias, n.º 460
Classificada como imóvel de Interesse Municipal, esta moradia assume-se enquanto uma das mais importantes realizações privadas do Monte Estoril, particularmente no que diz respeito ao património azulejar que integra. Foi mandada construir por James Gilman, segundo proprietário da Fábrica de Loiça de Sacavém, com projeto de Gaston Landeck, datado de 1 de janeiro de 1899. Destaque para os frisos de azulejos Arte Nova, merecendo especial referência os painéis de azulejos que decoram as paredes do amplo terraço, da autoria de Jorge Colaço.
 
13.Casa Silva Gomes
Avenida das Acácias, n.º 316 | Rua Conde Moser
Projetada em 1902 por Raul Lino para o amigo Silva Gomes e sua esposa, Maria do Rosário Gomes. Debruçada sobre a rua, apresenta um caráter mais urbano. De dimensões mais reduzidas do que as restantes habitações construídas no Monte Palmela, apresenta nítida influência mourisca, sendo um volume fechado com pequenos rasgos (janelas pequenas).
O arquiteto projeta para esta casa vãos em arcos de ferradura debruados em tijoleira, telhas em canudo, azulejos e beirais de estilo português. O alpendre foi substituído por uma varanda parcialmente revestida com azulejos neomudéjares. No alçado poente destaca-se o registo azulejar de Nossa Senhora do Rosário, cuja autoria é atribuída a Roque Gameiro.
 
14. Casa Abamonte
Rua Vitorino Vaz, n.º 1A
Hoje com a designação “Villa do Monte”, a propriedade é constituída pela casa principal, que embora modificada, conserva ainda a sua estrutura inicial, rodeada por uma densa vegetação e delimitada por muros de pedra irregular. O conjunto integra dois anexos dispersos no imenso e denso jardim, em que se destaca o chalet Mathilde, com telhados em bico e beirais em madeira.
 
15. Casa Manuel Duarte
Rua do Pinheiro | Av. Marginal, n.º 7980
Construída já no final da década de 90 do século XIX, com projeto do pintor Francisco Vilaça, autor da Torre de S. Sebastião, atual Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, em Cascais. Foi apelidado, de forma depreciativa, como jazigo, sobretudo pelo desenho da porta principal em ferro e vidro e pelo desenho dos vãos em forma ogival, ao estilo neogótico.
 
16. Vivendas Júlia, Luiza, Hermínia e Othília
Rua do Pinheiro, n.ºs 4, 6, 8 e 10
Conjunto de quatro casas geminadas, de planta longitudinal, construídas para Miguel Henriques dos Santos, segundo projeto do Arquiteto Ventura Terra, um dos principais nomes da arquitetura portuguesa na viragem do século XX e galardoado com diversos prémios Valmor. 
 
17. Instituto Maria Auxiliadora
Rua de Trouville, n.º 104
O edifício originalmente designado por “Vila Sarah” foi projetado em 1899 por Gaston Landeck.
Constituído por quatro pisos, alia o gosto de chalet dos primeiros tempos a uma busca de modernidade, visível nos painéis e frisos de azulejos que decoram alguns alçados. Em 1959, a propriedade passou para a posse do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.
 
18. Casa Abreu Valente
Rua de Nice, n.º 8
Com projeto de 1901, da autoria de Ventura Terra, a casa da Rua de Nice constitui uma obra ainda de gosto neorromântico. No entanto, o arquiteto propõe uma coerência programática contrastante com os chalets do Monte Palmela, sem o exotismo e o impacto cenográfico daqueles.
O edifício é uniformemente marcado por linhas retas, em que a única extravagância é a aplicação de frisos de azulejos a anteceder as linhas de telhado.
 
19. Vila Montrose
Rua de Mondariz | Rua Alegre, n.º 4B
Situada na parte alta do Monte Estoril, é hoje um dos vestígios do núcleo habitacional que, na época, se implantou à volta do “lago” Ostende
Foi nesta casa, cedida pela família Reynolds, que a Rainha D. Maria Pia se instalou em 1892, para veranear nos Estoris.
 
20. Casas Manoella e Maria Fernanda
Avenida de São Pedro, n.ºs 21 e 23
Foram os dois primeiros chalets a serem construídos no Monte Estoril, rodeados de jardim de estilo romântico e muro de pedra tão característico desta povoação nos finais do século XIX e inícios do seguinte.
 
21. Torre de S. Patrício – Casa Verdades de Faria | Museu da Música Portuguesa
Avenida Sabóia, n.º 1146
Classificado como monumento de interesse público, o atual Museu da Música Portuguesa é um palacete de tendência romântica tardia, mandado construir por Jorge O’Neill, em 1918, com projeto de Raul Lino.
Com claustro no seu interior, possui uma torre neomedieval.
Apresenta uma dinâmica entre interior-exterior, nos jogos de luz e de sombra, na utilização das varandas e dos alpendres, no revivalismo árabe na arquitetura, com os seus arcos em ferradura, os pátios, uma cantaria bastante ornamentada
e a grande profusão dos azulejos setecentistas.
Museu alberga o espólio do compositor Fernando Lopes-Graça e a coleção de instrumentos musicais e etnográficos de Michel Giacometti.

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