Esta Semana

01 out
This course is for foreigners with little or no knowledge of Portuguese. It is ...
24 abr
Todas as quartas-feiras, o projeto Terras de Cascais reúne a sua comunidade de ...
25 maio
O ArteMar regressa ao Passeio Marítimo do Estoril sob a temática “Fronteiras ...

Temas

+ Votados

Rota Parede republicana


 
A 13 de janeiro de 1908, os barbeiros António Ferreira Baeta, António de Almeida e Emídio Francisco de Almeida; o caixeiro António Joaquim Novais Teixeira; o cortador Josué Augusto de Melo; o farmacêutico Artur Augusto Brandão e o proprietário António Sacavém fundaram na Parede, num sótão do armazém de João José Dinis, a Comissão Republicana do Concelho de Cascais. Seria, assim, a partir desta localidade – moldada desde há muito pela atividade de pedreiros e canteiros, cuja consciência socioprofissional cedo conduziu ao triunfo do movimento associativo – que se asseguraria a propagação dos ideais republicanos pelo concelho.
A campanha contou com o apoio de algumas das mais emblemáticas figuras do Partido Republicano Português, que se instalariam na “nova” Parede, idealizada por José Nunes da Matta, entre o caminho-de-ferro e o oceano.
Foi, pois, desta terra de republicanos que saiu, a 5 de outubro de 1910, o cortejo que levou as novas da implantação do novo regime até Cascais, liderado por João José Dinis, o novo Administrador do Concelho, então acompanhado pelas bandas da Sociedade Musical União Paredense e da Sociedade União Capricho Carcavelense, atual Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos.
 
1. Casa Nunes da Matta
Rua Cândido dos Reis/Rua Dr. Camilo Dionísio Álvares/Rua Marquês de Pombal
A principal atividade dos habitantes da Parede foi, ao longo de séculos, a pesca e a agricultura, assim como a extração e preparação de pedra, cuja memória ainda hoje se mantém em muitas casas da Parede Norte.
À obstinação de Nunes da Matta, cujos ideais higienistas e republicanos tornavam imperativo o usufruto coletivo das vistas de mar, se deveu, a partir de 1890, a criação de uma nova área da Parede, que se estendia do oceano à recém-inaugurada linha férrea, numa malha urbana de planta ortogonal, de modo a impedir a construção de habitações sobre as arribas, como vinha sucedendo em S. João do Estoril.
Erigir-se-ia, então, uma zona de veraneio, livre e comunitária, aberta para o mar, onde se assistiu à construção de várias habitações, entre as quais se encontrava a Casa de Nunes da Matta. Construída em 1897, teve por inspiração um modelo simplificado dos chalets do norte da Europa, dotado de telhados pronunciados, que reproduziu, em 1908, nas duas habitações que mandou construir para aluguer na Rua da Vigia.
José Nunes da Matta (1849-1945) seguiu o curso de oficial de Marinha, dedicando-se, desde cedo, à construção naval. Em 1882 já era Professor Auxiliar de Ciências na Escola Naval, ascendendo, em 1894, à regência da cadeira de Astronomia, Navegação e Meteorologia. Iniciou-se na Maçonaria em 1893, com o nome simbólico de Júlio Graco, distinguindo-se enquanto fundador do Partido Republicano, de que chegou a fazer parte do Diretório até 1919. Foi um dos oradores do comício da Rotunda e deputado pelo Círculo de Castelo Branco, desde 1911, vindo a ser nomeado vice-almirante em 1915 e a presidir, no Senado, à Comissão de Finanças. Os seus ideais republicanos levaram-no a ceder diversos terrenos para usufruto público, nomeadamente para a construção das escolas oficiais da Parede; do Asilo da Ajuda, mais tarde Internato Afonso Costa; do Asilo de S. João e da Sociedade Musical União Paredense.
 
2. Vivenda Henriqueta
Rua Domingos José Morais/Rua Cândido dos Reis n.º 181
Ainda que não se conheça a data em que Domingos José de Morais Júnior (1873-1931) se instalou na Parede, em 1910 já este industrial abastado aqui residia com a sua mulher, Henriqueta Wurpermann e os 7 filhos. A residência da família, um interessante chalet forrado de azulejo de intensa cor azul-turquesa, dispunha de um vasto jardim, de que o atual Parque Morais descende.
Imbuído dos ideais republicanos de seu pai, Domingos José de Morais Júnior contribuiu para a criação da Comissão de Beneficência da Parede, que daria lugar à Associação de Beneficência e Socorros Amadeu Duarte, em 1926, de que veio a ser presidente. Nas garagens e cocheiras do extenso jardim da moradia da Família Morais instalar-se-ia, na década de 1930, a Associação de Beneficência e Socorros Amadeu Duarte, com seu Posto de Socorros e os Bombeiros Voluntários da Parede.
A localidade reconheceu o mérito de Domingos José de Morais Júnior, atribuindo o seu nome à rua que mandou abrir junto à casa onde habitou, assim como ao Parque.
 
3. Vila Gouveia
Rua Gomes Freire de Andrade, n.ºs 276, 248 e 248A
Francisco Alves Gouveia mandou edificar em 1905 um conjunto de pequenas casas geminadas, de que apenas resta um exemplar, cujas volumetrias simples, sublinhadas pelas varandas corridas e águas cobertas, ganham grande luminosidade com a cobertura de azulejos, debruada sobre a cimalha com uma faixa de motivo floral, que transfigura toda a composição.
Estas foram porventura as primeiras de muitas moradias construídas para aluguer, de forma a satisfazer as necessidades dos muitos banhistas que afluíam à Parede, que se havido assumido enquanto área privilegiada para a cura e profilaxia de vários males, em função da praia e do sol, que os higienistas republicanos souberam difundir.
 
4. Praia e Solário da Parede | Sanatório de Sant’Ana 
Avenida Marginal
Junto à Praia da Parede, já então muito procurada pelos banhistas, lançar-se-ia, em 1901, a expensas de Amélia e Frederico Biester, a primeira pedra do Sanatório de Sant’Ana, cuja localização fora definida pelos Drs. Sousa Martins e Francisco Rompana, mercê das caraterísticas climáticas da região, que consideraram ideais para o tratamento de diversos problemas de saúde.
Todavia, a sua construção foi marcada pela sucessão de falecimentos dos intervenientes, surgindo, mesmo, a crença de que se encontrava amaldiçoada. Apenas a determinação de D. Claudina de Freitas Chamiço permitiria a concretização do projeto, convidando, para tal, o arquiteto Rosendo Carvalheira, que contaria com o apoio dos colegas Norte Júnior, António do Couto, Marques da Silva e Álvaro Machado. Desta forma, em 1904 seriam inauguradas as três secções já concluídas do edifício, que veio a ser definitivamente terminado em 1912.
Este projeto modelar da arquitetura sanatorial – marcado pela longa fachada que revela o gosto eclético da arquitetura portuguesa do início do século XX – foi construído segundo um programa inovador, que cruza os requisitos médicos com a funcionalidade e a higiene do edifício, tão caros aos republicanos, numa construção memorável onde prevalece uma apurada capacidade plástica, criada para deleite dos pacientes.
A fama do Sanatório de Sant’Ana, na Parede, asseguraria um aumento extraordinário de visitantes à localidade, transformando-se os tabuleiros – macas montadas sobre carrinhos de quatro rodas – num dos seus ícones, como o denota a construção de rampas, a adaptação de várias habitações e, em 1930, a inauguração de um Solário.
 
5. Casa das Pedras
Avenida Marginal, n.º 3548
Esta casa, projetada pelo arquiteto Nicola Bigaglia, foi mandada construir em 1904 por Manuel de Azevedo Gomes (1847-1907), oficial da Marinha de Guerra, que se instalou na Parede por influência do seu camarada Nunes da Matta, com quem juntamente com Manuel de Arriaga formara um triunvirato de republicanos na Armada. Casaria com Alice Fredericke Hensler, filha da Condessa d’Edla, segunda mulher do Rei D. Fernando II, que igualmente se instalaria na Parede, em 1901.
Por exigência do proprietário, o arquiteto teve de submeter o projeto à utilização de grandes seixos marítimos, que recolhera durante anos na Praia das Avencas, para a cobertura integral deste sui generis exemplar de arquitetura de veraneio e mesmo para a realização das vergas dos vãos, colunas das varandas e alpendres, ameias decorativas e até das chaminés. A propriedade – classificada como monumento de interesse público – seria originalmente designada por Quinta do Moledo, por evocar os moledos do Pico, muros de pedra solta que demarcam os terrenos da sua ilha natal. 
O seu filho, Mário de Azevedo Gomes (1885-1965), que igualmente residiu nesta casa, foi também defensor dos valores republicanos, destacando-se como agrónomo, professor universitário e político, nomeadamente enquanto ministro da Agricultura, em 1923-24. 
Na Parede instalaram-se, desde finais do século XIX, outros importantes republicanos e maçons, como João de Arriaga, João Luís Ricardo, José Lopes de Oliveira, Barbosa de Magalhães e Orlando Marçal. Também Francisco Grandella construiu a sua habitação de veraneio na Parede, sabendo-se que Bernardino Machado, António José de Almeida, Guerra Junqueiro, Gago Coutinho e Leote do Rego visitaram a localidade. 
 
6. Sociedade Musical União Paredense
Rua Marquês de Pombal, n.º 319
Esta associação foi fundada em 1899, por iniciativa de uma comissão composta por dezenas de paredenses, entre os quais se destacariam Agostinho Martins, António Joaquim Duarte, António José Duarte, António José Pereira, António Pedro, António Máximo Ribeiro, António Pereira Duarte, Artur Camilo Duarte, Bernardino Fafaiol, Domingos Moreira, Francisco Octaviano, João Maria Rosa, João Moreira Pimpão, Joaquim Bicho, Joaquim Duarte, José António Martins, José Maria Duarte, José Martins do Ó, Júlio José Ribeiro, Júlio Pereira Bonito e Octaviano Augusto da Rocha Pereira, que definiram por missão «a criação da música com a finalidade de praticar a instrução musical, o recreio dos espíritos e prestar solidariedade com o misericordioso manto: a beneficência», valor vincadamente defendido pelos republicanos.
A SMUP iniciou a sua atividade no Largo do Poço, transferindo-se, em 1900, para a Vivenda Duarte, na Rua Elias Garcia e, no ano seguinte, para o n.º 1 da Rua Capitão Leitão. Só em 1950 se inaugurou a sede definitiva desta coletividade, num terreno cedido, em 1932, por Nunes da Matta, na Rua Marquês de Pombal.
A 5 de outubro de 1910, a sua banda, juntamente com a da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos, promoveria uma memorável jornada até Cascais, para anunciar a implantação da República.
 
7. Antiga Barbearia Almeida
Avenida da República/Rua Capitão Leitão, nºs 249 e 249A
O barbeiro António Almeida, um dos fundadores da Comissão Municipal Republicana de Cascais, em 1908, tinha loja no cruzamento da Rua Capitão Leitão com a Avenida da República, que decerto se transformou em local privilegiado para a troca de informações e disseminação de propaganda dos novos ideais.
O seu filho Emídio Francisco de Almeida, que montou barbearia em Carcavelos, afirmar-se-ia como um dos mais destacados líderes carbonários e republicanos do concelho, coordenando, a 4 de outubro de 1910, a tomada da estação telegráfica de Carcavelos, instalada na Quinta Nova de Santo António, de forma a cortar as comunicações aos monárquicos. Uma vez proclamada a República desempenhou cargos administrativos de destaque, vindo, mesmo, a ser nomeado secretário da Câmara Municipal de Cascais.
 
8. Farmácia Artur Brandão
Avenida da República, n.º 1317
Dirigida pelo farmacêutico Artur Augusto Brandão – um dos efetivos da Comissão Municipal Republicana de Cascais, que contava também com António Joaquim de Novais Teixeira, António Sacavém, Emídio Francisco de Almeida e Miguel Rodrigues dos Santos – esta farmácia, que se instalou no prédio mandado construir pelo republicano Jesus Mosqueira, em 1903, constitui um dos estabelecimentos de referência da Avenida da República, a antiga Estrada Real, que passava pelo centro da Parede.
Os primeiros líderes republicanos locais, na sua maioria proprietários e comerciantes, organizaram, logo em 1908, comissões paroquiais, desenvolvendo uma intensa propaganda que encontrou os seus bastiões nas freguesias de S. Domingos de Rana – que então incluía a Parede – Carcavelos e Alcabideche.
 
9. Vila Silva – Escola 31 de Janeiro
Rua Luís de Camões, n.º 17 
A Associação Escola 31 de Janeiro foi fundada, sem fins lucrativos, em 1911, por influentes republicanos locais da Parede, como Abeillard de Vasconcelos – presidente da Câmara Municipal de Cascais depois da implantação da República – António de Sousa Máximo, António Máximo Ribeiro, Joaquim José Ribeiro Rosado, José Maria de Andrade e Josué Augusto de Melo.
A sua atividade iniciar-se-ia em 1912, em instalações alugadas, no primeiro andar do chalet Periquito, atual Vila Silva, outrora com acesso ao Largo 31 de Janeiro, assim batizado depois de 5 de outubro de 1910, em homenagem à intentona republicana de 1891. A opção pelo alargamento do ensino ao maior número de crianças, tão cara ao ideal republicano, em detrimento da obtenção de lucros, afetaria a capacidade de sustentabilidade da escola, que durante os primeiros anos dependeu do pagamento das quotas dos associados e da esporádica realização de eventos. 
A sua missão estendeu-se frequentemente para além das obrigações educacionais, pelo que, a partir de 1927, passou, mesmo, a providenciar vacinação, consultas médicas, medicamentos e até vestuário aos alunos mais desfavorecidos. No período de 1939 a 1975 a escola reestruturou-se internamente, assistindo-se à divisão em secções masculina e feminina e à construção de novas instalações na Rua José Elias Garcia, onde ainda hoje funciona. 
 
10. Casa Máximo Ribeiro
Largo José Fontana, s/n
Ao longo de séculos, os canteiros constituíram uma das principais forças de trabalho de um concelho afamado pelos seus mármores e pelo azulino de Cascais. O espírito de classe, fomentado pela dureza da atividade destes profissionais, conduziu-os, desde cedo, a organizarem-se em associações, como a Associação de Classe dos Operários de Construção Civil (1912), o Grupo Musical Recreativo 1.º de Maio da Solidariedade da Construção Civil de Tires (1919) ou a Associação da Classe dos Operários da Construção Civil e Artes Correlativas, de Tires e Arredores, com sede social no “Correio da Parede” (1921). 
António Máximo Ribeiro (1875-1939), reputado canteiro nascido e residente na Parede abriu, por volta de 1910, na Rua Ivens, em Lisboa, uma oficina de cantaria, onde executou, entre muitas obras, a estátua da Justiça e uma série de bustos de políticos portugueses que ornamentam as galerias da Assembleia da República, assim como o Monumento aos Combatentes da Grande Guerra (1924) e o Monumento ao Dr. Passos Vela (1942), erigidos em Cascais. Este republicano destacar-se-ia enquanto sócio fundador da Sociedade Musical União Paredense, da Escola 31 de Janeiro e da Associação de Beneficência e Socorros Amadeu Duarte.
 
11. Casas na Rua Trindade Coelho
Rua Trindade Coelho, nºs 39, 39A, 39B, 49, 49A e 49B
A “nova” Parede, que se desenvolveu a partir de 1890, tenderia a fundir-se com a antiga terra de canteiros, numa simbiose que dotou a localidade de uma imagem com caraterísticas arquitetónicas únicas. Para tal contribuiu a ação de pedreiros e construtores locais, que após a implantação da República, mercê do crescimento da povoação, se afirmaram como ativos promotores imobiliários. Refira-se, por exemplo, o nome de João Raimundo, que em 1921 edificaria, entre outros, um conjunto de três prédios na nova Rua Trindade Coelho, segundo modelos tradicionais e urbanos de construção de casas de rendimento, neste caso com fachadas que manifestam alguma preocupação ornamental expressa no recorte amaneirado dos frontões e de algumas molduras e nos frisos de azulejos arte nova. 
Esta rua, assim designada em homenagem ao escritor republicano José Francisco Trindade Coelho (1861-1908), atesta o tributo dos paredenses aos ideólogos, obreiros e principais momentos da República, que se traduziu na toponímia local de uma forma sem paralelo no nosso concelho, como é o caso da Avenida da República, dos Largos 5 de Outubro, 31 de Janeiro e José Fontana e das Ruas António Granjo, Aresta Branco, Barros Queirós, Basílio Teles, Câmara Pestana, Cândido dos Reis, Capitão Leitão, Feio Terenas, Heliodoro Salgado, João Luís Ricardo, José Carlos da Maia, José Elias Garcia, José Lopes de Oliveira, José Relvas, Latino Coelho, Machado Santos, Manuel de Arriaga, Martins Vidal, Miguel Bombarda, Nunes da Matta, Orlando Marçal, Otaviano Augusto, Paulo Falcão, Sampaio Bruno e Teófilo Braga. 
 
12. Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico N.º1 da Parede
Rua João de Deus
Em 1898, o Ministério das Obras Públicas abriu um concurso para apresentação de projetos destinados à construção de escolas de instrução primária que pudessem albergar até 100 alunos, com habitação para os professores e ajudantes, a que concorreu apenas um candidato: o arquiteto, republicano e maçon Adães Bermudes.
Sob o pseudónimo "Fiat Lux" apresentou, então, um projeto pioneiro, que dignificava o estatuto dos professores e concebia um espaço de ensino arejado e iluminado, precursor de uma visão moderna para a escola pública, onde a pedagogia e a saúde eram componentes essenciais. Projetada segundo este modelo, a Escola Primária N.º 1 da Parede foi construída em 1902, vindo a ser inaugurada no ano seguinte, com capacidade para 54 alunos. O terreno foi oferecido pelo benemérito Nunes da Matta, sendo o valor da obra, orçado em 238.000 réis, suportado por alguns proprietários locais. 
À semelhança dos restantes 183 estabelecimentos gizados por este arquiteto, apresenta planta retangular com um corpo central de dois pisos, originalmente destinados à habitação do professor e da professora, bem como dois corpos laterais também retangulares de um só piso para salas de aula, com acessos separados – feminino e masculino – destacando-se, sobre cada uma das portas, uma sineira. Em termos decorativos importa destacar as peças de revestimento em pedra com motivos geométricos que guarnecem a parte superior dos cunhais da fachada do corpo central. 
 
 

Pesquisar na agenda

Cascais Digital

banner_cascais_0banner_cascaisambiente_0banner_cascaisparticipa_0banner_cascaisjovem_0banner_cascalitosbanner_lojacascaisccbanner_geocascaisbanner_agendacascaisbanner_fixcascais