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Casa Sommer apresenta Exposição sobre a história da Vela em Cascais

A exposição “História (s) da Vela em Cascais: Da primeira regata à prata Olímpica (1871-1948), patente na Casa Sommer, mostra o desenvolvimento da prática da Vela nesta vila, desde 1871 à conquista da primeira medalha Olímpica em 1948.
"Cascais está muito ligado à Vela e fazia todo o sentido organizar uma exposição como esta”, referiu na inauguração, Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais. “Temos de agradecer às famílias Avillez Corrêa de Sampaio e Pinto Coelho Belo e às entidades que connosco colaboraram, porque assim podemos mostrar a todos algo em que temos grande orgulho". 
 
A inauguração, marcada pela notícia desaparecimento do Professor Mário Quina, contou com a presença de vários representantes da família Belo, cuja contribuição foi fundamental para a realização da mostra. Maria Ana Belo, viúva de Fernando "Faneca" Belo, recordou o dia em que o então namorado, o velejador olímpico de Cascais, ganhou a prata olímpica, corria o ano de 1948: "foi uma emoção. Fiquei muito contente. Lembrar isto deixa muitas saudades." 
 
Na exposição apresentam-se alguns dos mais relevantes troféus da história da vela, entre os quais a Taça Vasco da Gama, produzida para a 1ª regata internacional disputada em Portugal em 1898, ou a medalha de prata conquistada pelos irmãos Belo nos Jogos Olímpicos de 1948.
 
Inicialmente, em Cascais, poucos puderam abraçar a modalidade pois a mesma exigia disponibilidade de tempo e desafogo económico, pelo que o sportsman se transformaria sobretudo num símbolo de prestígio e de supremacia social, resultante da importação de novos hábitos, divulgados pela colónia inglesa residente em Lisboa e no Porto. Assim se assistiria ao desenvolvimento de modalidades como o rowing, o yachting, o lawn-tennis e o football, depois apelidados de remo, vela, ténis e futebol, respetivamente. 
 
A notícia mais antiga que se conhece a propósito da realização de uma regata de vela na baía de Cascais remonta a 1871. No ano seguinte já o Diário de Notícias anotava que “a muralha que corre desde a fortaleza até à praia [da Ribeira], mas sobretudo esta, estavam cobertas de espetadores de todas as condições, que se mexiam, agitavam e moviam, ávidos por saber a quem coube o vencimento (…)”
 
Na Baía de Cascais, que se transformou no campo de regatas favorito dos portugueses, disputar-se-iam, desde então, por iniciativa da Real Associação Naval e do Real Clube Naval de Lisboa, as mais importantes provas, como a primeira regata internacional em águas portuguesas, no ano de 1898, ou a primeira regata oceânica, em 1902.
 
O campo de regata de Cascais afirmou-se, mais do que nunca, como área de teste para os grandes valores da vela nacional, como atesta a medalha de prata conquistada por Duarte e Fernando Bello, em 1948, nos Jogos Olímpicos de Londres, a bordo do swallow Simphony.
Ao trazerem para Portugal um dos melhores resultados nacionais de todos os tempos na modalidade, cativaram para a vela novos praticantes que ainda hoje encontram em Cascais um dos melhores campos de regatas do país, como ficou patente com a organização do Campeonato Mundial de Classes Olímpicas de Vela, em 2008, que antecedeu os Jogos Olímpicos de Pequim.
 
Para visitar na Casa Somer – Arquivo Histórico Municipal até 1 de abril de 2018.
 
Gratuito
Organização: Câmara Municipal de Cascais
Apoios: Associação Naval de Lisboa | Clube Naval de Lisboa | Clube Naval de Cascais | Família Avillez Corrêa de Sampaio e Pinto Coelho Belo
Informações: 214 815 399 | arquivo.historico@cm-cascais.pt
 

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