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Município de Cascais reforça apelo à população: “evite deslocações durante o dia de sábado”

Risco de cheias e inundações

Face às previsões meteorológicas para 7 de fevereiro de 2026, com precipitação intensa e persistente, vento forte e agitação marítima, o Município de Cascais determinou:

  • Cancelamento de todas as atividades promovidas diretamente pelo Município de Cascais;
  • Encerramento dos Mercados de Tires (S. Domingos de Rana) e de Cascais;
  • Encerramento de todos os parques municipais;
  • Interdição de todos os acessos ao paredão entre Cascais e Carcavelos, por determinação da Autoridade Marítima Local de Cascais.

De igual forma, o Município recomenda o cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas, promovidas por entidades externas.

Para garantir a proteção de todos, a Proteção Civil de Cascais reforça a importância do cumprimento das seguintes indicações:

  • Evite deslocações desnecessárias, em especial durante o período compreendido entre as 6h00 e as 15h00;
  • Não circular nem estacionar em zonas potencialmente sujeitas a inundações;
  • Evite o estacionamento de veículos junto a árvores, encostas e declives, sujeitas a deslizes de terra;
  • Desobstrua sarjetas, sumidouros, algerozes e sistemas de drenagem;
  • Recolha todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados;
  • Não circule em zonas costeiras.

Todos os operacionais do Município de Cascais encontram-se em estado de prontidão, tendo sido reforçada a capacidade de ação das equipas que estão em permanente monitorização da situação.

Recomendações específicas:

Em situação de cheias, pessoas com deficiência precisam de um plano específico, rede de apoio organizada e atenção redobrada em questões acessibilidade, medicação e comunicação acessível.

Antes das cheias:

  • Fazer um plano pessoal de emergência: como sair de casa, quem ajuda, para onde ir, que transporte é viável, o que levar . Identificar com antecedência vizinhos, familiares ou rede de apoio que possam ajudar
  • Montar um kit de emergência acessível: medicamentos para vários dias, cópias de receitas, dispositivos (baterias, carregadores), alimentos fáceis de consumir, documentos importantes, dinheiro em notas pequenas, rádio transístor e pilhas de reserva, lanterna, velas e fósforos ou isqueiro e documento de identificação
  • Garantir que as informações de alerta (Proteção Civil, Câmara, Junta) são recebidas em formatos acessíveis: app com alerta sonoro/vibratório, rádio, contactos de alguém que possa reenviar mensagens em linguagem simples ou áudio.
  • Se tiver deficiência visual ou intelectual, marcar válvulas, disjuntores e rotas de saída com fitas impermeáveis ou marcas táteis/visuais grandes, e treinar o percurso de evacuação.

Durante as cheias:

  • Seguir ordens da Proteção Civil e autarquias . Sinalize a sua presença com um pano branco, luz, etc., para facilitar a sua localização pelos meios de socorro
  • Mantenha, sempre que possível, o seu telemóvel junto de si.
  • Se for ordenada evacuação, avisar logo o seu grupo de apoio e indicar claramente as suas necessidades.
  • Caso não tenha pessoas de referência, e caso seja possível, ligue de imediato para os bombeiros e especifique que tem mobilidade condicionada ou outra necessidade específica, para antecipar ajustes ou necessidades de adaptação durante o socorro.
  • Evitar atravessar água em movimento, sobretudo com auxiliares de marcha (pequenas correntes podem derrubar uma cadeira de rodas)
  • Levar consigo o kit de emergência e dispositivos essenciais, mesmo em evacuações rápidas; em catástrofes, perda de medicação ou ajudas técnicas aumenta muito o risco.

Para diferentes tipos de deficiência:

  • Deficiência motora/mobilidade condicionada: planear rotas sem escadas, combinar quem ajuda em transferências, ter cadeiras de evacuação ou cadeiras mais leves se possível, identificar edifícios públicos acessíveis como possíveis locais de refúgio.
  • Deficiência visual: usar bengala mais longa, treinar caminhos alternativos, garantir que o kit está sempre no mesmo local identificado. ​
  • Deficiência auditiva: assegurar acesso a alertas por SMS, apps, e mensagens escritas; combinar que familiares/vizinhos enviam resumos das instruções em texto simples. Recorra a uma intérprete de Língua Gestual Portuguesa para fazer a ponte com as autoridades da proteção civil.
  • Deficiência intelectual ou psicossocial: usar linguagem simples e repetida, explicar cada passo da evacuação, manter rotinas básicas (medicação, alimentação, sono) para reduzir ansiedade.

Passos práticos imediatos se estiver em zona de cheias

  • Registar contactos da Proteção Civil, Câmara Municipal e Junta de Freguesia em papel e telemóvel
  • Preparar hoje uma lista das suas necessidades específicas em emergência (1 página) para entregar a socorristas se necessário.
  • Falar com 2–3 pessoas de confiança (vizinhos/família) e combinar como o podem apoiar numa evacuação, incluindo quem leva o quê (medicação, documentos, ajudas técnicas).

 

 

Cascais Digital

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