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Casa Flor LAPS: um lugar seguro para recomeçar









A Casa Flor LAPS, uma nova casa de transição para mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, foi inaugurada a 2 de outubro, Dia Internacional da Não Violência. Esta resposta reforça a rede de proteção e apoio às vítimas no concelho de Cascais.
Um lugar seguro para recomeçar
A casa dispõe de nove suítes, cada uma com casa de banho privativa. Às famílias acolhidas são garantidos proteção permanente e acompanhamento psicológico, durante um período que pode ir até seis meses. A horta, o espaço dedicado às crianças e as zonas comuns ajudam a devolver aos dias alguma normalidade. A horta inspira também o nome da casa: semear e ver nascer uma flor, à imagem de uma vida que recomeça.
O apoio continua para lá da saída da casa. Através de parcerias nas áreas do emprego, da saúde e do bem-estar, cada mulher é acompanhada na construção de um projeto de vida autónomo.
Uma parceria entre o Município, a Fundação LAPS e o Espaço V
Em 2025, o Município cedeu o imóvel à Fundação LAPS em regime de comodato. A Fundação assumiu a requalificação e a adaptação do espaço, bem como o equipamento necessário ao seu funcionamento. Criada em 2016 por Lapo Elkann e com Joana Lemos como vice-presidente, a Fundação LAPS assinala este ano uma década de trabalho de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade.
A gestão diária está a cargo do Espaço V, serviço de atendimento e acompanhamento a vítimas de violência doméstica que atua em Cascais desde 2008. A Casa Flor LAPS integra a rede do Fórum Municipal contra a Violência Doméstica. Está em preparação um protocolo tripartido entre o Município, a Fundação LAPS e o Espaço V.
Uma ideia que nasceu da participação Jovem
O projeto teve origem numa proposta apresentada por Carolina Reis ao Orçamento Participativo Jovem de 2022, quando tinha 17 anos. A jovem explica que sempre teve consciência de que a violência doméstica é um dos crimes mais praticados em Portugal e que sentiu a urgência de criar uma resposta na sua comunidade.
"Esta casa não é só uma casa, é muito mais do que isso. Vai ser um espaço seguro, acolhedor e privado, onde as vítimas vão conseguir reconstruir as suas vidas", afirma. A quem ainda hesita em apresentar uma ideia, deixa um conselho: "Não tenham vergonha e façam-se ouvir. A nossa voz é muito importante e pode fazer a diferença."
O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, sublinhou que esta é "uma resposta que nenhum de nós queria que fosse necessária, mas que, infelizmente, cada vez mais é precisa". O Presidente deixou uma palavra de reconhecimento ao Espaço V e às forças de segurança e concluiu: "Connosco ninguém fica para trás e Cascais é mesmo para toda a vida."
No ano em que Cascais é Capital Europeia da Democracia, a proposta de uma jovem transformada numa resposta concreta para quem mais precisa mostra que a participação faz a diferença.
Peça ajuda
Se é vítima de violência doméstica ou conhece alguém que seja, ligue 800 202 148 ou envie SMS para 3060. Estas linhas são gratuitas, confidenciais e funcionam 24 horas por dia. Em caso de emergência, ligue 112.
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