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Casa Reynaldo dos Santos recebe acervo de Eduardo Plácido










A Casa-Arquivo Reynaldo dos Santos, na Parede, recebeu, nesta terça-feira, 21 de julho, a coleção do pintor Eduardo Plácido. Este acervo foi doado à Câmara Municipal de Cascais pela família do pintor cascalense, enriquecendo o espólio do município, que tanto ajuda a construir a memória histórica do Concelho.
“Eu comecei a reparar que os quadros se estavam a deteriorar e perguntei à família o que é que eles gostariam de fazer. Em vez de se estarem a deteriorar no tempo, propus-lhes fazer uma doação à Câmara de Cascais,” revelou Hernâni Plácido, neto do pintor, que doou a coleção, explicando que “a razão é perpetuar aqui, nesta casa fantástica, muito bem recuperada, o acervo do nosso avô Eduardo Plácido,” concluiu.
Esta coleção, que conta com pinturas de Cascais e de Portugal, está depositada na Casa-Arquivo Reynaldo dos Santos, onde será conservada e disponibilizada para estudo e análise das obras. A coleção foi recebida por Nuno Piteira Lopes, presidente da autarquia, e por Luís Almeida Capão, vice-presidente.
“Uma oportunidade única para a Câmara Municipal de Cascais poder agradecer à família, mas para demonstrar também que aquilo que é confiado nas mãos da Câmara Municipal de Cascais ficará bem depositado, será bem tratado, será estudado e irá servir para todos os nossos técnicos que trabalham nesta área poderem estudar e conservar aquilo que é este grande acervo,” explicou Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais.
A Casa-Arquivo Reynaldo dos Santos disponibiliza ao público um centro de documentação especializado em Medicina e História da Arte, a partir do Arquivo e Biblioteca dos professores Reynaldo dos Santos e Maria de Sousa. Esta Casa-Arquivo tem um papel fundamental na preservação do património e no desenvolvimento daquilo que é a memória histórica de Cascais. Saiba mais sobre este equipamento aqui.
O estudo destas obras é importante não só para a memória de Cascais, mas também para a memória e a história do Concelho e do país, uma vez que estes acervos se baseiam em figuras que tiveram um âmbito nacional e internacional,” assinalou Teresa Cunha, Diretora da Casa-Arquivo Reynaldo dos Santos. “Essa projeção e esse legado tem de ser mantido, tem de ser conservado, até porque os arquivos não são apenas o passado, são também o presente,” rematou.
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