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Centro de Estudos Judaicos: "Cascais cumpre um pilar da sua identidade"

O centro dispõe de uma biblioteca com livros raros e um jardim sensorial
Já está em pleno funcionamento o Centro de Estudos Judaicos Avner Cohen Casa Chabad, na Costa da Guia. Este centro cultural e religioso estava pronto desde março, mas devido à pandemia, só esta segunda-feira, 12 de outubro, pode ser oficialmente inaugurado.
 
Um jardim sensorial com mais de 1500m2 e uma biblioteca única no país, com edições raras de livros sobre a história do judaísmo em Portugal, são algumas das valências que toda a comunidade pode usufruir, não só de Cascais, mas de todo o mundo. 
 
“Na Casa Chabad impera a tolerância e a Paz. É uma casa aberta a todos, sem distinção de credos, raças ou nacionalidades”, garantiu o Rabino e Diretor da Associação Chabad Portugal, Eli Rosenfeld. 
 
Para o Diretor da Associação Chabad Portugal, este “é um sonho tornado realidade para disfrutar em conjunto com Cascais e com Portugal”.
 
Eli Rosenfeld, salientou a importância da biblioteca, onde todos os estudiosos têm agora a oportunidade de conhecer documentos históricos sobre a presença dos judeus em Portugal: “Estes livros antigos que estão agora na nossa biblioteca, não são só património da comunidade judaica. É património do nosso país, de Portugal”, referiu Eli Rosenfeld. 
 
 
Sobre a polémica que sempre rodeou este projeto,o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, assegurou que foi cumprido "tudo aquilo que dissemos que este centro iria ser, apesar das tentativas de desinformação que grassaram durante este processo”. 
 
“Temos hoje, com este centro, a possibilidade de cumprir um dos pilares fundamentais da nossa  identidade enquanto comunidade. Cascais sempre foi uma terra de acolhimento, de tolerância, em que vários povos aqui encontraram o seu porto de abrigo”, lembrou o autarca. 
 
O presidente da Câmara de Cascais lembrou, ainda, que o terreno que foi cedido à Casa Chabad era um terreno cuja única utilização era para equipamento, nos termos do Plano Diretor Municipal de Cascais: “Este terreno foi cedido exatamente nos mesmos termos que mais de uma centena de outras cedências a várias instituições religiosas, culturais, recreativas e desportivas”, reafirmou Carlos Carreiras. 
 
Paralelamente à inauguração do Centro de Estudos Judaicos, realizou-se uma homenagem a Aristides de Sousa Mendes. Consul Português que agora dá o nome à rua adjacente ao Centro. Uma figura única da História portuguesa que salvou mais de 30.000 vidas do horror do Holocausto,  desobedecendo às ordens impostas por Oliveira Salazar. Uma ousadia que o Estado Novo não perdoou e que lhe custou a carreira, tendo morrido na pobreza, em 1954.  
 
“Esta Casa Chabad tem a inspiração e a luz de Aristides de Sousa Mendes”, sublinhou Carlos Carreiras após descerrar a placa toponímica com o nome do Humanista. 
 
Gerald Sousa Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes, presente na homenagem, quis expressar o seu contentamento com “ esta bonita homenagem" ao avô, sobretudo, por ter dado nome à rua junto ao Centro de Estudos Judaicos. "Lembra as pessoas que foram salvas com vistos passados por ele. São lições do passado que serve para o presente e para o futuro”, salientou emocionado o neto do diplomata. 
 

Cascais Digital

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