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Embaixador Fernandes Fafe doa biblioteca particular a Cascais

“Escrevi dois ou três livros em Cascais. Cascais significa qualidade de vida e, para haver essa qualidade de vida, é preciso haver pessoas que se interessem por fomentar essa mesma qualidade e o melhor exemplo é o do atual presidente da Câmara, Carlos Carreiras”, explica.

A Cerimónia de aceitação da doação da biblioteca do antigo embaixador José Fernandes Fafe decorreu ao fim do dia de terça-feira na Biblioteca Municipal Casa da Horta da Quinta de Santa Clara, em Cascais, no dia em que o doador completou 90 anos de vida.

“Vivi duas ou três décadas em Cascais nos anos 60 e 70, um período muito agitado do ponto de vista intelectual. Comprei muitos livros nessa época e fiz a minha biblioteca. Era lógico que agora a doasse a Cascais”, afirma.

“Escrevi dois ou três livros em Cascais. Cascais significa qualidade de vida e, para haver essa qualidade de vida, é preciso haver pessoas que se interessem por fomentar essa mesma qualidade e o melhor exemplo é o do atual presidente da Câmara, Carlos Carreiras”, disse.

Carlos Carreiras manifestou a sua “gratidão” ao aceitar a doação da biblioteca e disse que “Cascais fica mais rica a partir de hoje”.

Na cerimónia de doação à Biblioteca Municipal de Cascais foi também orador o antigo Presidente da Assembleia da República e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros Jaime Gama que teceu considerações sobre a carreira e obra literária do ex-diplomata.

Jaime Gama falou das qualidades humanas e literárias de José Fernandes Fafe e destacou o seu trabalho no mundo diplomático em África e na América Latina.

“A minha presença aqui serve para certificar ao senhor Presidente da Câmara como testemunha direta que ele acabou de adquirir uma grande biblioteca de grande riqueza que reflete e espelha a perspicácia, a inteligência, o talento e a experiência internacional de Fernandes Fafe”, afirmou.

Jaime Gama falou da discrição e modéstia de Fernandes Fafe que nunca se preocupou muito em publicitar a sua obra literária. Qualificou-o de homem de pensamento, presencista e não neorrealista e com uma sensibilidade intimista. “Ele é um grande embaixador da língua portuguesa”, declarou.

Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, falou sobre a qualidade e diversidade literária da obra de Fernandes Fafe, nomeadamente os seus ensaios, contos e romances.

Da sua biblioteca pessoal, constituída por cerca de 7.000 volumes, foram agora doados cerca de 5.000 livros de Poesia, Arte, Ciências Sociais e Políticas e Ciências Exatas, com destaque para algumas obras de poesia e política de autoria do próprio José Fernandes Fafe.

Nascido no Porto, em 1927, José Fernandes Fafe foi designado embaixador político para diversos postos diplomáticos, um pouco por todas as geografias. Foi nomeado embaixador em Havana, Cidade do México, Cidade da Praia e Buenos Aires, e, como embaixador itinerante para as Questões Culturais, passou por Brasília, Bruxelas, Budapeste, São Tomé e Príncipe e Luanda.

O diplomata foi também, alegadamente, o 1º biógrafo do mítico revolucionário Che Guevara. Com modéstia, diz não ter a certeza de ter sido o primeiro, em 1967, uma vez que no mesmo ano também surgiu uma biografia de Che feita por um argentino.

A doação da sua biblioteca foi aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Cascais e faz parte agora da Biblioteca Municipal na Casa da Horta.

 

 

 

 

 

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