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Exercício à Escala Total no Aeródromo Municipal de Cascais

Simulacro procurou testar capacidade de resposta a emergência

O Aeródromo Municipal de Cascais (AMC) foi, nesta terça-feira, 24 de março, palco de um Exercício à Escala Total, com o objetivo de testar a eficácia do Plano de Emergência do Aeródromo. O exercício consistiu num simulacro de colisão entre uma aeronave e um drone com indícios de facilitação interna.
 
Este exercício surge no âmbito do cumprimento das obrigações regulamentares aplicáveis aos aeródromos certificados, e é uma obrigação para os aeroportos portugueses, adotando extrema importância na prevenção ativa e na antecipação do risco.
 
“São estes simulacros que são fundamentais para vermos a capacidade de resposta e, sobretudo, a coordenação entre as diversas forças e todos aqueles que operam aqui no Aeródromo Municipal de Cascais,” explicou Alexandre Faria, Presidente do Conselho de Administração da Cascais Dinâmica, empresa que gere o Aeródromo Municipal de Cascais. “É através destes exercícios que vamos conseguindo cumprir as nossas obrigações e melhorar aquilo que tem de ser melhorado,” concluiu. 
 
Com o soar da sirene, todos os agentes e entidades previstas no Plano de Emergência do Aeródromo intervieram de acordo com as suas responsabilidades na operacionalização deste plano. Tiveram intervenção neste exercício ao nível interno: Serviço de Socorro e Luta Contra Incêndios; Serviço de Operações Aeroportuárias; Centro de Operações de Emergência e o Serviço de Proteção Civil Municipal. Externamente, intervieram: Serviço de Informações de Segurança; Polícia Judiciária; Polícia de Segurança Pública; Guarda Nacional Republicana; Autoridade Tributária e Aduaneira; Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica.


 
O cenário escolhido foi construído com base em vulnerabilidades reais atualmente identificadas no setor da aviação civil, permitindo testar a Interface Safety/Security, a integridade do sistema de controlo de acessos, a resposta a ameaça interna e a capacidade de coordenação interagências em ambiente de elevada pressão operacional. O simulacro surge da crescente utilização de meios tecnológicos não tripulados (UAS/drones) com potencial disruptivo, o aumento de ameaças híbridas que cruzam domínios Safety e Security, a exploração de vulnerabilidades internas em infraestruturas críticas e a necessidade de coordenação multissetorial e resposta integrada.
 
Como infraestrutura crítica integrada no ecossistema aeroportuário nacional, o Aeródromo Municipal de Cascais não pode limitar-se a uma abordagem reativa ou meramente formal de cumprimento regulamentar. A realização do EET 2026 representa um exercício deliberado de robustez institucional e maturidade operacional.
 
Enquanto entidade tutelar do aeródromo e autoridade municipal de proteção civil, a Câmara Municipal de Cascais assume um papel determinante neste equipamento municipal estratégico e a integração do Serviço Municipal de Proteção Civil neste exercício assegura um alinhamento cabal com o Plano Municipal de Emergência, reforçando a capacidade de resposta coordenada do Município. Nesse sentido, neste exercício estiveram presentes Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e a vereadora Rita Coimbra.
 
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