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Fórum “ A Voz dos Jovens” debate Educação e Mobilidade

“Agradeço o facto de termos sido premiados com esta possibilidade de sermos ouvidos, de exercer este direito de cidadania e participação”, foi com esta frase que Diana Santos, representante da Escola Secundária IBN Mucana, iniciou a sessão de hoje da “Voz dos Jovens”.

Na Casa das Artes da Escola Básica e Secundária da IBN Mucana, em Alcabideche, decorreu esta manhã mais uma sessão do Fórum “Voz dos Jovens” O objetivo é dar oportunidade aos jovens de várias escolas do concelho, eleitos pelos seus colegas para os representar em sede de turma, de exercitarem essa responsabilidade numa assembleia pública. Em novembro, haverá uma segunda ronda.

Ao todo, realizam-se quatro assembleias por ano sobre duas temáticas diferentes, convidando as escolas do ensino secundário do concelho a esclarecer dúvidas junto do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, e do restante Executivo Municipal, sobre diferentes temáticas. Nas duas primeiras sessões deste ano também participou o vereador Nuno Piteira Lopes, responsável pelo pelouro da mobilidade.

Com a sua natural curiosidade, estes jovens levantaram questões pertinentes quanto a problemas e dúvidas sobre a mobilidade no concelho de Cascais. Bastante participativos e assertivos demonstraram um grande espírito de cidadania e participação.  

“Para quando a existência de transportes gratuitos no concelho de Cascais?”. “Como diminuir a poluição ambiental que os transportes públicos emitem na via pública?”. “Não poderá haver trotinetes à porta das escolas em parceria com empresas privadas, gratuitas?”. “ O Buscas Malveira Cascais criado recentemente demora muito tempo a chegar à Escola Secundária da Cidadela, na Scotturb o percurso é mais rápido. O que se pode fazer?”. Na Escola Val do Rio no Estoril, não existe uma ilha para bicicletas, o que se pode fazer?”. Estas foram algumas das perguntas feitas pelos jovens na sessão de hoje, entre outras.

Duarte Neutel, da Escola Básica e Secundária da Cidadela salientou a importância destas sessões: “ A principal é debater ideias, ouvir as propostas que nós apresentamos ao município e as respostas que temos do município. É principalmente uma forma de comunicação que temos com a câmara. Esta ouve os nossos problemas e tenta fazer alguma coisa para resolver”.

“Nós precisamos ser ouvidos, temos muitas questões, muitas ideias, e com estas sessões é uma boa forma de nos ouvirem. Utilizo diariamente os transportes públicos, e já noto grandes diferenças na mobilidade do concelho”, salientou Inês Fernandes da Escola Básica e Secundária de Alvide.   

Estes Fóruns surgiram o ano passado, com a Capital Europeia da Juventude. Para Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, esta é uma forma de “apostar na democracia participativa. Temos vindo a ouvir os jovens do concelho, de escolas públicas e privadas. Nestas sessões eles apresentam as suas críticas, as suas propostas, as alterações que gostavam de ver implementadas na sua escola e na sua comunidade. Isto é um processo que não vai parar” realçou o autarca.

No Auditório da Escola Básica e Secundária Frei Gonçalo de Azevedo, em S. Domingos de Rana, decorreu no dia 24 de abril a primeira sessão do Fórum “A Voz dos Jovens”.

“Nós os jovens somos os que mais utilizamos os transportes públicos, as bicicletas, quer no percurso para a escola, quer para o lazer, o que se pode fazer a nível de mobilidade no concelho de Cascais?”. Disse Mariana Marujo, vice-presidente da Associação dos Estudantes da Escola Frei Gonçalo de Azevedo, dando o mote para o começo do debate.

 “Como se pode melhorar a segurança dos ciclistas face à condução dos automobilistas?” “ A CMC incentiva o uso de bicicletas, mas o nível de segurança tem ainda muito a melhorar, por exemplo ligando a escola a sítios centrais com ciclovias, como?”. “ Quais as medidas para melhorar as paragens de autocarro?” “Para quando uma interligação de transportes, nomeadamente entre o Combus existente em Oeiras e a MobiCascais para os alunos que residem em Oeiras e estudam em Cascais?” “É preciso melhorar a segurança em certos locais, mais iluminação nas vias públicas e ciclovias, como se pode fazer?”. “ Como diminuir a poluição feita pelos autocarros?”. Estas foram algumas das perguntas levadas a cabo pelos jovens presentes, na Escola Básica e Secundária Frei Gonçalo de Azevedo.

Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, reforçou a ideia: “o transporte público é uma questão ambiental, económica e uma questão social, combate as assimetrias e promove a coesão social”.

“Cascais foi crescendo e grande parte do seu território é zona construída, o espaço físico que existe em algumas zonas, não permite a construção de novas ciclovias. Os automobilistas têm que respeitar os ciclistas e vice-versa”, referiu Nuno Piteira Lopes.

"O concelho tem neste momento 800 bicicletas a circular no seu território e 76 km de rede clicável, e pretende chegar aos 150 km este ano", salientou o vereador. AQ

 

 

 

 

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