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Inaugurada Horta Comunitária da Mata da Torre








Onde antes havia um terreno abandonado, há agora canteiros prontos a cultivar. A Horta Comunitária da Mata da Torre, na Rua da Felicidade, em São Domingos de Rana, foi inaugurada este sábado, 7 de novembro, e entregue aos moradores, que passam a ter um novo espaço para cultivar, conviver e cuidar em conjunto.
A inauguração contou com a presença de Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, do vice-presidente Luís Almeida Capão e do vereador Frederico Nunes, bem como de Fernando Ferreira Marques, presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, e de representantes da Cascais Ambiente.
Rumo aos mil talhões
Com esta nova horta, Cascais ultrapassa pela primeira vez os 800 talhões de hortas comunitárias e aproxima-se de uma meta ambiciosa. “Nós temos como grande objetivo chegar aos 1000 talhões de hortas comunitárias”, afirmou Nuno Piteira Lopes.
O presidente da Câmara sublinhou ainda que as hortas comunitárias, a par dos tutores de bairro e do Orçamento Participativo, foram um dos projetos avaliados que ajudaram Cascais a conquistar o reconhecimento como Capital Europeia da Democracia. “É importante transformar espaços que não eram vividos, que eram espaços abandonados, que são espaços de todos nós, em espaços que possam ser úteis e utilizados por todos”, acrescentou.
Um terreno transformado
A intervenção requalificou um terreno com cerca de 1.000 m², que deu lugar a 17 parcelas de cultivo destinadas à agricultura sustentável. A horta tem três abrigos agrícolas em madeira, vários pontos de abastecimento de água e uma zona com sombra e mobiliário para descanso e convívio. À volta, foram criadas áreas de estadia com mobiliário urbano e novas árvores, bem como uma ligação pedonal entre a Rua da Felicidade e a Rua do Forno da Cal, que melhora a circulação no bairro.
O projeto foi desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com fundos europeus.
Um sonho tornado realidade
Para Natasha Miguel, moradora do bairro há 25 anos, este dia teve um sabor especial. Há seis ou sete anos que lutava por este projeto. “Para mim é um sonho tornado realidade. Nós somos muito unidos e maioritariamente somos pessoas daqui. Isto vai trazer muito mais união. Acho que vamos passar a ter aqui uma segunda casa”, partilhou.
José Gomes também já sabe o que vai semear. “Fiquei muito satisfeito, porque posso fazer aqui um bocadinho de agricultura biológica, talvez alfaces e favas. Vamos ter mais contactos com pessoas que não conhecíamos. Acho que vai ser bom para a nossa zona.”
Cultivar entre gerações
A cerimónia terminou com o sorteio das parcelas, um momento muito aguardado pelos novos horticultores. Alface roxa, tomate cherry, repolho e cebolas são algumas das culturas já planeadas, para levar à mesa da família.
“É muito frequente vermos pais com filhos, avós com netos a cultivarem nestes espaços. Esta convivência entre gerações é também aquilo que constrói a nossa comunidade, uma comunidade para toda a vida”, concluiu Nuno Piteira Lopes.
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