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Teatro Gil Vicente de volta à cena

















O pano voltou a subir no Teatro Gil Vicente. Entre a nova vida e um legado que atravessa gerações, este espaço cultural histórico voltou a abrir portas este sábado, 14 de março.
Após uma intervenção de modernização técnica financiada pelo Orçamento Participativo, o histórico palco do teatro amador de Cascais apresenta-se renovado, preparado para continuar a receber artistas, histórias e público num espaço que há mais de século e meio faz parte da vida cultural da vila.
A inauguração assinala o culminar de um investimento de 350 mil euros, destinado à renovação da teia cénica e dos sistemas de som e iluminação, infraestruturas essenciais, incluindo trabalhos de limpeza, reparação, pintura de fachadas e cobertura do edifício, para garantir melhores condições técnicas para os espetáculos e maior eficiência no funcionamento diário do teatro.
Este novo capítulo foi celebrado com o espetáculo “Regresso ao Gil Vicente,” apresentado pelo Grupo Cénico da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, com encenação de Luís Lourenço, que assinala o reencontro do público com a revista à portuguesa combinando humor, música, bailados e personagens caricaturais numa encenação dinâmica e atual. O espetáculo recuperou o espírito das grandes produções do género, cruzando entretenimento com crítica social e muita energia em palco, numa celebração da cultura popular portuguesa e da vitalidade do Teatro Gil Vicente. Uma peça que estará em cena nos dias 21, 27 e 28 de março, e 17 e 26 de abril.
“Foi um dia muito importante para a cultura em Cascais. A sala esteve cheia de Cascalenses que vieram reviver os tempos áureos que agora voltamos a ter em Cascais, com este maravilhoso teatro que é o nosso Teatro Gil Vicente,” destacou Luís Almeida Capão, vice-presidente da autarquia.
A sessão contou com a presença de Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, acompanhado de Rita Coimbra, Pedro Morais Soares e Frederico Nunes, vereadores, Marcelo Rebelo de Sousa, Ex-Presidente da República de Portugal e Rui Rama da Silva, presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Cascais.
Uma casa de arte cascalense
Inaugurado em 1869, o Teatro Gil Vicente é um dos espaços culturais mais emblemáticos de Cascais. Ao longo de mais de 150 anos, o edifício foi palco de inúmeras produções artísticas, mantendo vivo o espírito do teatro popular e de proximidade com o público.
Com 273 lugares distribuídos entre plateia e balcão, o espaço preserva uma dimensão intimista que favorece a relação direta entre artistas e espectadores. Para além do seu papel cultural, o teatro possui também uma forte ligação à comunidade, já que parte da sua atividade contribui para o sustento dos Bombeiros Voluntários de Cascais, reforçando a importância do espaço não apenas como palco artístico, mas também como apoio a uma instituição essencial do concelho.
Sobre o Orçamento Participativo
O Orçamento Participativo continua a afirmar-se como uma ferramenta de cidadania ativa, permitindo que ideias apresentadas pelos próprios munícipes se transformem em projetos concretos que valorizam o património cultural e a vida comunitária de Cascais.
A renovação técnica agora inaugurada nasceu de uma proposta apresentada no Orçamento Participativo de Cascais 2019 por Rui Jácome e Luís Lourenço.
O projeto identificava a necessidade de modernizar a teia cénica e os equipamentos de luz e som, elementos fundamentais para garantir melhores condições técnicas para espetáculos e permitir a realização de projetos culturais mais ambiciosos.
Para além de melhorar a qualidade das produções apresentadas no teatro, a intervenção permitirá também reduzir significativamente os custos de funcionamento diário do espaço, contribuindo para uma gestão mais eficiente e sustentável.
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