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Um Museu em (Re)Construção






De olhos postos no futuro, o museu que nos conduz numa viagem ao passado prepara-se para nos apresentar um novo capítulo da sua história. Foi sob este mote que o Museu Condes de Castro Guimarães recebeu, este sábado, 28 de fevereiro, a conferência “Um Museu em (Re)Construção”, uma reflexão sobre a transformação do Museu Nacional de Arqueologia (MNA).
“Em Cascais, a cultura não tem ideologia, todos têm voz”, afirmou Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, na abertura da conferência. O autarca referiu ainda que o Município conta com um Plano Estratégico de Cultura que pretende promover a participação da comunidade, realçando a cidadania ativa como pilar do concelho e que faz de Cascais Capital Europeia da Democracia 2026.
A iniciativa revelou os bastidores da profunda renovação em curso no MNA, fundado em 1893 por José Leite de Vasconcelos. Instalado desde 1904 na ala oitocentista do Mosteiro dos Jerónimos, este monumento nacional está inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO. O museu enfrenta agora a mais profunda transformação da sua existência.
Após a integração no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), iniciou-se uma remodelação integral do edifício e uma reprogramação expositiva completa. Encerrado ao público desde 2022, o MNA tem vivido uma intensa preparação técnica e científica, num processo que envolve equipas de várias regiões do país.
A conferência dirigida por António Carvalho, diretor do MNA, reuniu participantes interessados na requalificação do património cultural e proporcionou um momento de reflexão sobre os desafios e oportunidades que acompanham a reconstrução de uma instituição com mais de um século de história.
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