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Curiosidades
Sabe o que é a Pegada Ecológica?
Pegada Ecológica é um conceito que ajuda a compreender que tipo de impacto provoca a presença do Ser Humano no Planeta. O seu cálculo traduz em hectares a área média que um cidadão ou sociedade necessita para suportar as suas exigências diárias.
Em Portugal, estima-se que a Pegada Ecológica seja de 4,4 hectares (área necessária a cada pessoa para produzir o que consome e absorver os resíduos que produz), valor ligeiramente inferior à média europeia de 4,7 hectares. No entanto, o Concelho de Cascais está acima da média nacional, registando uma Pegada Ecológica de 5,2 hectares, ou seja, seriam precisos o equivalente a 79 vezes a área do Concelho para satisfazer as necessidades dos munícipes.
Como reduzir a Pegada Ecológica?
Para reduzir o valor da Pegada Ecológica é fundamental adoptar boas práticas ambientais, tais como:
• Aplicar a Política dos 4 R’s (Reduzir, Reutilizar, Recuperar e Reciclar);
• Investir na redução dos consumos energéticos;
• Reduzir o consumo de água;
• Diminuir a produção de resíduos e separá-los devidamente, garantindo assim o devido tratamento e posterior valorização.
Sabe o que é um Ecocentro?
Um Ecocentro é uma infra-estrutura vedada, utilizada para depositar uma grande variedade de resíduos de forma selectiva, como por exemplo: resíduos de cortes de jardim, objectos fora-de-uso, resíduos de construção e demolição (RCD) e todos os outros resíduos que se colocam nos ecopontos. Estes locais são acessíveis tanto para o cidadão como para pequenas indústrias, comércio e serviços.
Sabe o que são Oleões?
Oleões são equipamentos para deposição de Óleos Alimentares Usados.
Sabe o que são Óleos Alimentares Usados (OAU)?
Os Óleos Alimentares Usados são resíduos resultantes da fritura de alimentos. Em Portugal, 62% dos OAU são produzidos pelo sector doméstico, 37% pela hotelaria e restauração e uma fracção residual pela indústria alimentar. Estes óleos possuem um elevado potencial de valorização e podem ser aproveitados para a produção de sabão, mas é sobretudo na produção de bio-combustível que este tipo de resíduos é mais utilizado.
A descarga de OAU na rede de águas residuais, além de prejudicar o normal funcionamento das condutas, pode obstruir os filtros existentes nas ETAR’s (Estações de Tratamento de Águas Residuais) e contribui para a asfixia dos meios aquáticos originando graves problemas ambientais, de higiene e mau cheiro, provocando, consequentemente, impactos negativos na fauna e flora.
Sabia que:
• Uma família de quatro pessoas consome, em média, um litro de óleo por semana?
• Um litro de OAU deitado no lavatório da cozinha pode contaminar 1 milhão de litros de água, o suficiente para a sobrevivência de uma pessoa até aos 40 anos?
• Mil litros de OAU permitem produzir entre 920 e 980 litros de biodiesel, combustível que apresenta índices de emissão de dióxido de carbono que podem ser 80% mais baixos do que os que são emitidos ao utilizar gasóleo?
Sabe o que significa Valorização de Resíduos?
Valorização de resíduos é qualquer operação cujo resultado principal seja a transformação dos resíduos de modo a servirem um fim útil, substituindo outros materiais virgens, que caso contrário teriam sido utilizados no fabrico ou preparação de novos produtos.
Sabe o destino dado aos seus resíduos?
O aumento da população e a melhoria das condições de vida, traduzem-se num agravamento significativo da quantidade de resíduos produzidos.
Em Portugal, cada pessoa produz diariamente cerca de 1,4 kg de resíduos. No Concelho de Cascais a média é de 1,5Kg. Anualmente, contabiliza-se um total de mais de 4,8 milhões de toneladas de resíduos que, se não forem devidamente tratados, comportam graves problemas para a saúde e para o meio ambiente.
A recolha de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) é composta pela recolha indiferenciada e pela recolha selectiva. No Concelho de Cascais a Empresa de Ambiente de Cascais é responsável pela recolha destes fluxos, garantindo o transporte dos resíduos para a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Tratolixo. Este processo assegura um encaminhamento ambientalmente adequado dos mesmos.
Os resíduos passíveis de serem reciclados, tal como o papel/cartão, plástico/metal/PLA e o vidro, previamente separados e depositados nos Ecopontos distribuídos pelo Concelho, são transportados para a Unidade de Triagem da Tratolixo. Aí, são submetidos a um processo de separação prévia, através de uma triagem manual e /ou automática, de forma a permitir o menor nível de contaminação para que possam ser encaminhados para as empresas de reciclagem onde irão produzir-se novas matérias-primas e produtos.
Sabe o que é a Contentorização Subterrânea?
Este tipo de contentorização permite depositar Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) em profundidade, isto é, abaixo do nível do solo. É um sistema inovador, mais funcional, permite um volume de armazenagem superior e é esteticamente mais apelativo comparado com o sistema de contentorização à superfície. Tal como o sistema convencional, também este se destina à deposição de resíduos indiferenciados e recicláveis.
Sabe o que são Aterros Sanitários?
Um Aterro Sanitário é uma instalação de eliminação final de resíduos que se utiliza sempre que não exista mais nenhuma possibilidade de tratamento ou valorização dos mesmos.
É uma obra de engenharia multidisciplinar que deve ser concebida, projectada e ponderada de modo a garantir o equilíbrio de carácter técnico, estrutural, funcional, sanitário, ambiental e social.
Como método de tratamento a longo prazo, o aterro, promove a degradação da fracção orgânica biodegradável contida nos resíduos através de reacções físico-químicas até à sua mineralização e estabilização. Enquanto destino final permite a incorporação dos resíduos compactados e estabilizados na modelação espacial do aterro, com um enquadramento ajustado à sua integração paisagística e ao uso seguro do local após o encerramento.
Sabe o que é a Compostagem?
A compostagem é um processo biológico de valorização orgânica que promove a decomposição da matéria orgânica facilmente biodegradável, presente num resíduo sólido. O produto final deste processo é um material estável semelhante ao húmus, designado por composto, que pode ser utilizado na agricultura para enriquecer os solos, permitindo ainda reduzir a erosão e melhorar as características dos mesmos, nomeadamente a estrutura, porosidade, capacidade de retenção de água e de nutrientes e o arejamento. Para além da produção de um composto, este tipo de valorização orgânica diminui a quantidade dos resíduos encaminhados directamente para aterro sanitário, transforma os materiais orgânicos biodegradáveis em material biologicamente estável e destrói organismos patogénicos.
Sabe o que são as Estações de Transferência?
As estações de transferência são instalações localizadas em locais estratégicos, onde são descarregados temporariamente os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), com o objectivo de os preparar para serem transportados por viaturas de maior capacidade, e para terem como destino final o aterro ou a incineração.
Vantagens
A localização adequada das estações de transferência permite optimizar a relação custo/distância, e beneficiar a operação de recolha, já que a equipa encarregada poderá retornar a outros circuitos de remoção num período temporal mais rápido.
Para a instalação de uma estação de transferência deve-se ter em conta:
- O terreno onde se instala, devendo este ser vedado.
- As vias de circulação e áreas de estacionamento dos contentores devem ser concebidas em função da quantidade de recolha prevista.
Tipos de estações de transferência:
Estação de Transferência com descarga directa
Estação de Transferência com compactação
Estação de Transferência com fossa









