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A madrugada que todos esperavam

Cuca Roseta cantou a alvorada do dia 25 de Abril de 2026

Esta era a madrugada que todos esperavam. Ainda o sol não ousava iluminar o céu e já centenas de pessoas se tinham atrevido a começar o Dia da Liberdade mais cedo. No Forte de Santo António da Barra, a voz inesquecível de Cuca Roseta deu a alvorada e presenteou aqueles que escolheram passar uma madrugada de 25 de abril diferente.

Pelas 05h00, o Forte era palco de um momento irrepetível. Ao som das senhas da Revolução de Abril de 1974, a fadista deu música ao nascer do sol e de um novo dia. Enquanto a noite cedia lugar à luz, as ondas do mar batiam-se contra as muralhas do forte e a voz relembrava o dia em que as ruas não sangraram.

“Esta experiência para mim foi mesmo mágica e acho que para mim simbolizou um bocadinho esta passagem das sombras para a luz,” explicou Cuca Roseta. “A Alvorada é sempre um momento muito especial, muito mágico. Eu nunca tinha cantado a esta hora, portanto, cantar a esta hora, neste dia e neste lugar inacreditável, acho que era mesmo um convite irrecusável,” admitiu.

Num lugar carregado de significado histórico, especialmente na queda da ditadura, a música foi banda sonora de algo maior, o celebrar da liberdade e da democracia.

“Quisemos marcar o 25 de Abril de 2026 de forma diferente, mas também de forma simbólica e por isso mesmo fizemos esta iniciativa aqui no Forte de Santo António da Barra,” explicou Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais. “Num ano especial em que vivemos o ano da Capital Europeia da Democracia, demonstramos também que Cascais é um Cascais de todos, para todos, e onde todos têm espaço para construir aquele Cascais que todos nós queremos,” concluiu.

Após o concerto de Cuca Roseta, foi o momento de inaugurar uma nova exposição. “Arco Íris”, de Paulo Paz, é composta por sete fotografias a preto e branco, cada uma com o nome de uma cor. A exposição estará patente no Forte de Santo António da Barra até 30 de setembro. Saiba mais aqui.

“Tal como aconteceu em 1974, o nascer de um novo dia é sempre uma oportunidade para o futuro a construir,” relembrou o autarca, agradecendo às centenas de pessoas que se atreveram a começar a festa da liberdade de uma forma tão singular, que terminou com uma atuação da Fanfarra dos Bombeiros de Alcabideche.

Uma madrugada única para relembrar “o dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio, e livres habitamos a substância do tempo.”

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