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Laço Azul Humano volta a unir Cascais pela proteção das crianças e jovens



















Um grande laço humano pintou de azul o Parque Marechal Carmona, encerrando a campanha de prevenção dos maus‑tratos na infância que, ano após ano, reforça a união dos cascalenses em torno desta causa. O laço azul, símbolo internacional da prevenção, tem origem na história de Bonnie Finney, uma avó norte‑americana que, em 1989, usou um laço azul na antena do carro para alertar para os maus‑tratos sofridos pelo neto, um ato genuinamente simples que se transformou num movimento global de sensibilização.
Numa tarde animada que incluiu música, atuações e jogos, o evento reuniu centenas de participantes na tarde desta quinta-feira, 30 de abril, incluindo crianças, escolas, instituições, voluntários, membros das forças de segurança do concelho e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Cascais. Marcaram presença Pedro Morais Soares, Rita Coimbra e Frederico Nunes, vereadores da autarquia, bem como Francisco Kreye, presidente da União de Freguesias de Cascais e Estoril, e José Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Alcabideche.
Durante o evento no Parque Marechal Carmona foi também apresentada a nova mascote da CPCJ de Cascais, criada no âmbito de um concurso que pretendeu renovar a imagem da instituição e aproximá‑la ainda mais das crianças e jovens. Brilha, criado por Irina Monteiro, aluna da Escola Básica e Secundária da Cidadela, é a nova mascote que integra um ciclo renovado de comunicação, alinhado com a “Marca que Protege”, e que procura desmistificar mitos associados à intervenção das CPCJ.
A programação de "Abril, Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância" teve início no dia 13, com o seminário “Voz do Silêncio: Prevenção e Intervenção para o Abuso Sexual e Violência Doméstica em Crianças”, realizado no Auditório da Casa das Histórias Paula Rego. Um espaço onde se refletiu sobre estratégias de prevenção e intervenção, reforçando a importância de uma atuação informada e vigilante.
Embora a campanha se encerre simbolicamente no final de abril, este compromisso prolonga-se no tempo, já que, como sublinhou Pedro Morais Soares: “não importa só a construção do laço e a campanha em si, importa realçar aquilo que é o trabalho das nossas instituições, diariamente, na defesa dos direitos das crianças.”
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