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Cascais acolhe Bienal da Água 2026

Evento une arte, ciência e tecnologia para debater os desafios hídricos globais

A Bienal da Água 2026 decorre no Município de Cascais entre 16 de julho e 6 de setembro. Sob o tema “As Pegadas da Água”, esta é uma iniciativa que une arte, ciência e tecnologia num debate sobre os desafios hídricos globais, contando com vários espaços de exposição artística no concelho.

“Cascais tem cuidado da água e continuará a tratar do seu futuro. Para nós, é fundamental a sua estratégia de gestão”, referiu Luís Almeida Capão, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, na sessão de abertura do evento, decorrida esta quinta-feira, 16 de julho, na Casa das Histórias Paula Rego, e que contou com a presença de representantes de várias entidades nacionais e internacionais, que têm dado o seu contributo na salvaguarda deste precioso recurso natural.

“A nossa Estratégia Municipal da Água tem sido executada através de medidas como: a renaturalização das ribeiras; a criação de um sistema de alerta de cheias; a redução da pegada hídrica dos edifícios municipais e escolas; o reaproveitamento das águas residuais; e a aposta em comunidades informadas, através da realização de vários projetos e da comunicação”, sublinhou Luís Almeida Capão.

Esta Bienal é exclusivamente dedicada ao tema da água, sendo a primeira a realizar-se mundialmente, e estando estruturada em duas dimensões complementares. Um delas é de natureza científica, materializada num ciclo de Conferências, que irão reunir convidados nacionais e internacionais de grande renome, numa reflexão sobre a sustentabilidade e os recursos hídricos mundiais. Os debates serão dedicados, entre outros temas, ao Manifesto da Água, promovendo-se um reencontro entre alguns dos seus protagonistas e revisitando o seu significado à luz dos desafios contemporâneos.

A outra dimensão da iniciativa é dedicada às Artes Plásticas e decorrerá com exposições a realizar no Centro de Congressos do Estoril, na Casa das Histórias Paula Rego, no Centro Cultural de Cascais e na Universidade Nova SBE. O programa reunirá alguns dos mais reputados artistas contemporâneos, entre os quais se destacam Anish Kapoor, Yoko Ono, ou Joana Vasconcelos, a par de muitos outros nomes de reconhecido mérito internacional.

“Temos 80 artistas, de entre um núcleo que está no Centro de Congressos, que é da curadoria do Demetrio Paparoni, como depois temos, em frente à Cidadela, uma apresentação de esculturas sobre a arte, sobre a água, que se transformam em fontes”, destacou Júlio Quaresma, coordenador-geral da Bienal.

Esta é uma iniciativa que traz a Portugal, e a Cascais, diversos artistas contemporâneos internacionais, cientistas, investigadores e ativistas, num importante espaço de reflexão, diálogo e compromisso em torno de um dos temas mais decisivos para o futuro da Humanidade.

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