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Associação de Moradores do concelho têm novas sedes

Cascais conta com as associações de moradores no combate à pandemia
“A maior proximidade com as populações são uma mais-valia das associações de moradores para, em conjunto com todo o movimento associativo do concelho, ajudarem a autarquia a combaterem os efeitos da pandemia que estamos a viver”, declarou Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, na inauguração das novas sedes há muito reivindicadas pelos moradores. 
 
Defensor da Democracia Participativa, mas, também da Democracia Colaborativa, Carlos Carreiras faz notar que “sem a colaboração do movimento associativo que tem uma forte expressão no concelho, não seria possível concretizar a missão de «não deixar ninguém para trás» ”. 
“Por isso para além da colaboração, espero que reivindiquem”, desafiou o presidente da Câmara. 
 
E de facto, há muito que os moradores do Bairro Irene reivindicavam a sua sede que a partir deste sábado é uma realidade. Um polo que se pretende multifuncional e que sirva toda a população deste antigo e típico bairro de Cascais. 
 
Crianças, jovens e, sobretudo, os mais velhos vão “ter aqui a sua casa, um sítio onde podem estar, desenvolver várias atividades, receber formação ou simplesmente conviver para lutar contra a solidão”, garantiu Conceição Serra, tesoureira da Associação de Moradores que confessou ver neste dia “um sonho concretizado”. 
 
Todavia, é a Escola das Marchas que faz brilhar os olhos de Conceição. Um projeto que pretende levar a toda a população dentro e fora do bairro o conhecimento de como se põe de pé uma marcha popular. Seja a conceção dos arcos, a criação da música, ao próprio guarda-roupa. Desde que a Câmara Municipal de Cascais organiza as Marchas Populares que o Bairro Irene tem sido um dos mais entusiastas participantes. 
 
O Bairro das Caixas existe há 58 anos e segundo Carlos Fernandes, presidente da Associação de Moradores, “já desde essa altura que existia um embrião de uma associação de moradores que acabou por não se concretizar”. 
 
Mas, foi preciso esperar até 2014, para que através do Orçamento Participativo de Cascais, os moradores se mobilizassem para fazerem aprovar a proposta do jardim Rui Atouguia que veio requalificar o espaço público do bairro. Dessa comissão que presidiu ao processo no OP, surgiu então a atual Associação de Moradores que hoje vê inaugurada a sua sede. 
 
“ Esta sede será um polo aglutinador que mais próximo de todos permitirá concretizar um conjunto de projetos para melhorar a qualidade de vida no bairro e promoverá uma maior inclusão de todos os residentes”, afirmou Carlos Fernandes.
 
A Comissão de Moradores do Livramento também tem hoje razões para comemorar. A ampliação da sua sede vai permitir melhorar o funcionamento do “gabinete Covid-19” que se tem mostrado um inestimável apoio aos residentes nesta pandemia. Não só é possível fazer a marcação de testes de despistagem e serológicos, como obter máscaras e aconselhamento sobre a pandemia. 
 
Nestes tempos em que a pandemia está a deixar muitos numa grave crise económica e social, as associações de moradores têm aqui um papel preponderante na deteção dos casos mais graves e nas respostas sociais que prestam. É o caso da Associação de Moradores do Livramento que durante três dias por semana recolhe bens de primeira necessidade para fazer cabazes que depois são entregues todas as sextas-feiras às famílias mais carenciadas. 
 
“ Para além deste apoio efetivo a sete famílias, ainda somos responsáveis por fornecer a Caixa Solidária que está no Largo do Livramento. Este é o papel social mais importante que com as novas instalações vamos poder melhorar”, garantiu Tiago Vicente, presidente da Associação de Moradores. (PL)
 
 
 

Cascais Digital

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