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Bairro das Marianas: novos topónimos prestam homenagem a munícipes ilustres | Dia 6 de abril | 11h00

Outrora conhecido por razões menos nobres, o antigo Bairro das Marianas, na Parede, acolhe agora o desenvolvimento de uma nova zona residencial. Vencendo estigmas, a Junta de Freguesia local promove no próximo dia 6 de abril, a partir das 11h00, uma pequena cerimónia, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, para atribuir topónimos às novas ruas, prestando homenagem a figuras que marcam a história da freguesia. O ponto de partida é na Avenida Wenceslau Balseiro Guerra, à entrada da nova urbanização.

 
Dados biográficos dos homenageados com novos topónimos no antigo bairro das Marianas, Parede (Fonte:  Junta de Freguesia de Parede) 
 
Wenceslau Balseiro Guerra | Nascido na Marinha Grande, trabalhou no Barreiro e, mais tarde, em Lisboa, no ramo das madeiras. Entre 1953 e 1967, altura em que o regime salazarista proibia eleições livres no país, Wenceslau Guerra foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia Parede, cargo não remunerado que aceitou contrariado, a pedido do então presidente da Câmara de Cascais.  "Eu disse-lhe que não percebia nada daquilo, que não era político, e ainda por cima a empresa era cliente da Câmara, mas ele insistiu que eu era a pessoa indicada, mandou-me comprar o código administrativo e foi assim que aprendi". O rigor na gestão financeira dos serviços foi sempre uma das suas principais preocupações, pelo que não só procurava rentabilizar ao máximo os seis contos de orçamento atribuídos anualmente pela autarquia, como fazia questão de pedir (e conseguir) verbas extra para os seus projetos, como a redução das gares dos caminhos-de-ferro para aumentar os passeios da rua ou a construção de casas para pobres. A sua "grande aventura" enquanto presidente foi, porém, a remodelação do mercado local. "Fui fazer as obras com 17 contos, que era o que tínhamos no cofre, e gastei 583, com 140 da Câmara e o resto... foi do bolso, mas valeu a pena”.
Foi membro fundador de quase todas as Coletividades da Parede. Recebeu a Medalha de Ouro da Junta em 1998. Faleceu em 2008 com 101 anos.
 
Dr. Francisco Sepúlveda da Fonseca | Nascido em Estremoz a 25 de Maio de 1923, veio residir para a Parede em 1957, e desde a mesma data que exerceu medicina na especialidade de Pediatria na Freguesia de Parede. Recebeu a Medalha de Prata da Junta em 2003 sendo homenageado também pela CMC. Considerado um dos melhores médicos da especialidade, faleceu em 2011.
 
Padre José Baptista da Silva | Natural de Relvas, no Concelho de Arganil, o Padre “Zé” como era conhecido foi durante 54 anos o 1º Prior da Paróquia de Parede. Recebeu a Medalha de Ouro da Junta de Freguesia de Parede em 1996. Faleceu aos 90 anos, no dia 4 de outubro de 2010.
 
Luís Augusto Marques | Nascido em 1923 foi o 1º Presidente eleito da Freguesia de Parede de 1976 a 1979, sempre dedicado à Freguesia de Parede foi medalhado pela Junta no ano 2000. Faleceu em 2009.
 
José David Figueiredo da Fonseca | Nascido em 1925 foi Presidente da Junta de Freguesia de Parede de 1979 a 1985, posteriormente foi também Presidente da Assembleia de Freguesia, pautado por uma simpatia e generosidade inesquecível foi homenageado com a Medalha de Mérito da Junta no ano 2000. Faleceu em 2007.
 
Dr. Henrique Barata Pereira | Nascido em 1921, deu consulta no Hospital Amadeu Duarte construído em 1946, deu também consultas privadas na Parede até aos 87 anos, era considerado por todos um médico com um invulgar “olho clínico” que lhe permitia fazer diagnósticos antes mesmo de serem feitos exames. Homenageado pela Junta de Freguesia em 1998. Faleceu em 2011.
 
Dr. João Baptista Jacquet | Nascido a 17 de Abril de 1912 em Lisboa aos 8 anos veio residir para a Parede. Licenciado na Faculdade de Medicina em 1936, foi interno nos Hospitais Civis de Lisboa e dava consultas privadas na capital e na Parede, dedicando-se mais tarde só à Freguesia, a população tinha nele não só o médico mas também um amigo sempre de consultório aberto e disponível para ir a casa dos doentes. Apesar da sua saúde se ter agravado nos últimos três anos nunca deixou de trabalhar falecendo em 1980, uma hora após de mais um dia de trabalho.

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