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Cascais diz presente à cimeira das cidades inteligentes

Cidades inteligentes: “a partilha é a alma do negócio”, Miguel Pinto Luz

Num modelo mais retraído em presenças físicas, mas igualmente alargado em termos de ideias e projetos “inteligentes”, a cimeira que anualmente apresenta as ferramentas mais inovadoras que ajudam a melhor gerir o território está de regresso. Cascais, presença habitual desde a primeira hora, disse presente e, até dia 24, oferece no Centro de Congressos de Lisboa toda a informação sobre as soluções de mobilidade que mudaram a vida a quem reside no concelho.

“Desde a primeira hora estivemos sempre presentes nesta cimeira. Somos um município liderante nesta área e temos de dizer presente sempre”, justificou Miguel Pinto Luz, vice-presidente da CM Cascais, que participou no debate inaugural dedicado ao tema “Autarquias, Empresas e Cidadãos”. “Temos muito para aprender e para partilhar e nesta área a partilha é a alma do negócio”, explicou o autarca, confirmando: “aqui partilhamos boas práticas e com isso conseguimos servir melhor os nossos concidadãos”.

Várias foram as soluções inovadoras de base tecnológicas apresentadas pelos municípios de Viseu, Seixal e Lisboa. Este último partilhou recentes apostas na sensorização de contentores, para aferir a atividade da cidade, ou no estabelecimento de protocolos com empresas nas áreas de telecomunicações para perceber como se movimentam as pessoas, ou ainda com a SSIBS (serviços interbancários) para, através do volume de transações, tomar decisões estratégicas de apoio ao comércio em determinadas zonas.

Cascais tem vindo igualmente a apostar em soluções semelhantes e noutras como a MobiCascais que veio “revolucionar” a mobilidade no concelho através de uma plataforma digital. Mas não se pense que a tecnologia é o único caminho para demonstrar a “inteligência” de uma cidade. “Uma cidade inteligente é uma cidade inclusiva capaz de resolver de eficientemente os problemas dos nossos concidadãos”, explica Miguel Pinto Luz. Para o fazer “não tem que necessariamente recorrer à tecnologia pode recorrer à sabedoria tradicional e muitas vezes o fazemos na gestão da nossa floresta e do nosso litoral. A tecnologia ajuda, mas não tem de ser a única via”.

O trabalho em rede e a partilha de conhecimentos dominou a manhã, marcada também pela intervenção de João Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática, que abriu a Cimeira expondo a sua preocupação quanto às metas impostas pela União Europeia para 2050 - reduzir em 85% as emissões de gases para a atmosfera até 2050.

O governante confessou perante os presentes que, se no setor electroprodutor estas metas não obrigam a grandes transformações, “quando falamos da indústria, da mobilidade, do setor produtivo, em que o desafio é o mesmo do setor eletroprodutor esse objetivo não é possível se não tivermos as autarquias e empresas um parceiro absolutamente fundamental”, referiu.

Lembrando que é preciso “ser capaz de acompanhar a vontade que a sociedade civil já demonstrou”, Matos Fernandes reiterou: “investir na sustentabilidade, na descarbonização, na reutilização de recursos é criar bem-estar para todos”, sendo preciso “garantir que a sustentabilidade é o grande fator de criação de riqueza no nosso país é a grande aposta do país para os próximos anos”.

Link para transmissão da manhã de dia 22.09: https://youtu.be/YxLuLJ7lN4A

O Portugal Smart Cities 2020 é um evento híbrido que decorre até 24 de setembro no Centro de Congressos de Lisboa e simultaneamente na plataforma digital em https://portugalsmartcities.fil.pt/preliminar2020/. A visita e permanência no espaço físico cumpre todas as regras da DGS e encontra-se por isso limitado a um número máximo de visitantes, sendo o acesso atribuído por ordem de inscrição. A participação é gratuita mediante inscrição.

 

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