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Comunicado - A água, a demagogia e as contas manipuladas da minoria interna e irresponsável do PS de Cascais
Como líder do Executivo da Câmara Municipal de Cascais, em nome da verdade e da estabilidade social que é minha obrigação manter, vejo-me forçado a desmentir categoricamente as considerações elaboradas por uma minoria interna e irresponsável do Partido Socialista de Cascais. Num comunicado hoje enviado à imprensa com o título “PS Cascais Denuncia Aumento de 15% na Fatura da Água”, uma minoria interna e irresponsável do Partido Socialista dedica-se a produzir uma série de falsidades que seriam por mim ignoradas, não fosse o caso de brincarem ostensiva e deliberadamente com a vida das pessoas num tempo que é, infelizmente, de enorme fragilidade económico-social para muitos dos nossos concidadãos.
A minoria interna e irresponsável do PS “denuncia” um “aumento de 15% na fatura da água” por decisão da Câmara Municipal. É falso. E vamos aos factos.
1) A decisão a que o comunicado reporta foi aprovada em sede de reunião de Câmara, inclusivamente com os votos favoráveis de dois vereadores do Partido Socialista e com a abstenção da CDU. O único voto contra, veio de uma vereadora socialista recém-chegada ao Executivo Municipal.
2) De forma manipuladora, o PS anuncia um aumento de 15% sobre a “fatura da água”. É falso: os 15% de aumento incidem apenas sobre uma pequena parcela da conta da água, a taxa de resíduos sólidos urbanos (RSU). Para que se perceba a dimensão do aumento, uma fatura média de 21,90€, atualizada a taxa, passa para os 22,59€.
3) Há muito que o PS conhecia as atualizações da taxa de RSU tendo, aliás, sido recomendada pela ERSAR que impunha a sua revisão para este ano.
4) A subida da taxa de RSU foi anunciada o ano passado, tendo sido acompanhada de um pacote fiscal que reduziu o IRS, a Derrama e a Taxa Municipal de Direitos de Passagem.
5) A memória seletiva da minoria interna e irresponsável do PS impede-a de sublinhar que há, mesmo neste caso, uma tarifa social de água a ser negociada pelo Executivo e à qual podem recorrer os agregados mais carenciados.
6) E a minoria interna e irresponsável do PS também sabe, mas preferiu ignorar, que estamos a aguardar as definições do Orçamento Geral do Estado para podermos, a nível concelhio, promover uma redução fiscal aos munícipes de Cascais.
O Executivo da Câmara Municipal de Cascais sabe que, perante os tempos difíceis que enfrentamos, os cidadãos exigem dos políticos consensos e compromissos que promovam o bem comum. Esta minoria interna do PS deu hoje mais uma prova de que não quer saber nem de uns nem de outros.
Carlos Carreiras
Presidente da Câmara Municipal de Cascais









