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Conferência GLOCAL 2012 em Seia | 150 participantes envolvidos no debate do desenvolvimento local e sustentabilidade
Esta edição pretendeu reforçar o debate em torno da atualidade global no paradigma de crise económica a uma escala sem precedente nas últimas décadas. Diversas estratégias e possíveis soluções que valorizem as comunidades locais e dinamizem as suas economias têm crescente importância pelos elevados desafios sociais e ambientais que os portugueses vivem presentemente.
Durante o primeiro dia do evento abriu-se o debate com as diferentes perspectivas sobre o impacte que os movimentos cívicos podem ter na dinamização das suas economias locais e na melhoria da qualidade de vida. Destaca-se a Intervenção de Ana Rita Ramos e Pedro Norton de Matos com inúmeros exemplos de iniciativas cívicas, sem intervenção governamental, que visam a mudança de comportamentos no espaço publico e o reforço do espirito comunitário para responder a desafios que nem sempre são correspondidos pelos decisores políticos.
Já Paulo Magalhães e Alberto Teixeira deixaram inúmeras considerações sobre os princípios políticos e estratégias que nem sempre cumprem as expectativas.
Durante a tarde, os participantes tiveram oportunidade de conhecer ao vivo exemplos de iniciativas que visam a promoção do desenvolvimento local. Foi o caso da Mata do Desterro e o Museu Natural de Electricidade de Seia, que valorizam a biodiversidade e as energias renováveis com reduzidos impactes no meio envolvente. A Casa de Santa Isabel, que qualifica e apoia a formação pessoas com necessidades especiais para a aquisição de maiores graus de autonomia e a Aldeia de Montanha (Cabeça) onde se qualifica o património identitário e cultural como elemento de distinção territorial. Durante a tarde, os participantes tiveram ainda oportunidade de participar num “café de ciência” onde, em vários locais da vila, decorreram apresentações informais sobre as economias e os valores ambientais locais. O primeiro dia do evento culminou numa iniciativa cultural com um sarau musical no Museu do Pão com a Pianista Maria Manuela Fonseca.
Decorre ainda o segundo dia da Glocal, com um programa igualmente desafiante do qual consta a análise de casos de estudo, iniciativas diversas e outros exemplos que podem complementar os conhecimentos técnicos e académicos da plateia.
A IV conferência GLOCAL está a contribuir para um decisivo debate sobre o papel da sustentabilidade que, no paradigma de crise, pode ver os seus princípios reforçados nas inúmeras entidades que têm como finalidade a promoção do desenvolvimento sustentável e valorização territorial.













