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Dia Mundial da Rádio em Cascais

Uma conversa que celebra uma forma única de comunicar

Veículo de informação, notícias, histórias e músicas. Capaz de despertar sentidos, despoletar emoções e reações. Uma forma única de comunicar que, apenas através do som, junta comunicadores com ouvintes e une gerações e povos. O teatro da mente que dá voz à vida e permite criar imagens únicas apenas ao som das vibrações sonoras. Esta é a rádio.

Em 1894, Marconi abriu caminho para uma tecnologia centenária, que foi tendo, ao longo do tempo, um papel determinante na história mundial e na história nacional.

Um meio de comunicação que tem desempenhado, ao longo da sua existência, um serviço imprescindível às populações, especialmente em momentos marcantes da nossa história: Foi a partir da antena dos Emissores Associados de Lisboa que se ouviu “E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, senha para o 25 de abril de 1974. Meia hora depois, a Rádio Renascença punha no ar “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, para confirmar o arranque da revolução.

Neste Dia Mundial da Rádio, celebrado desde 2011 a 13 de fevereiro, a Câmara Municipal de Cascais recebeu três vozes icónicas da história da rádio portuguesa. António Sala, Júlio Isidro e Paulo Fernandes, juntaram-se nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Cascais para uma conversa sobre a importância da rádio. Através de histórias pessoais e memórias caricatas do seu percurso no ar, ficou clara a capacidade da Rádio de se reinventar, inovar e de se manter relevante após todas as mudanças no mundo das telecomunicações. Um momento informal, que juntou executivo municipal, executivo de freguesias, entre outros.

“A rádio acaba por ser pelas notícias, pela diversão que tem, pelo lado afetivo, o grande aparelho dos sons, as músicas que marcaram paixões de pessoas, às vezes até namoros e casamentos, até o nascimento de um filho. É que esses sons marcam a vida das pessoas ao longo de décadas e de uma vida inteira,” salientou António Sala.

Sobre o papel que a Rádio tem na vida das pessoas, Júlio Isidro realçou que “As rádios só têm razões para existir porque, quanto mais não seja em situações de emergência. Mas não só, a rádio é, do meu ponto de vista, companhia. E enquanto for companhia, as pessoas precisam dela.”

Já para Paulo Fernandes, “a Rádio continua a ser um meio de comunicação muito verdadeiro, muito pouco inflamável, muito pouco moldável por outras instâncias e muito credível. E nos tempos que correm, podemos dizer que temos uma comunicação assim, completamente independente, livre e autónoma. Que bênção!”

No ano em que Cascais é Capital Europeia da Democracia, Luís Almeida Capão, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, destaca a rádio como “uma obra de arte da democracia”, capaz de “ligar povos, dar voz a quem não tem voz e, muitas vezes, combater muitas desigualdades.”

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Cascais Digital

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