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Paula Rego com nova exposição na sua “casa” em Cascais

Exposição revela processo criativo ao longo de 60 anos de produção artística.

 Todo o risco é muito importante. A pressão, o riscar, que tem também a ver com o ferir. Todo o trabalho desde o princípio, envolve desenho, mais do que pintura. O traço tem de dizer qualquer coisa”. Paula Rego

Quem visitar a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, poderá ver a última obra da artista. A escultura “Pride” (Orgulho), criada em 2019 e apresentada na feira de arte Art Basel, vem demonstrar a vitalidade criativa de Paula Rego que aos 84 anos continua a explorar novos trajetos.

Obras como Pride marcam um ponto de viragem na prática da artista, ao decidir fazer objetos tridimensionais não apenas como acessórios para suas pinturas - como ela faz há anos - mas como expressões por si só.

“Faço os bonecos e tenho um prazer imenso quando tenho o pincel na mão: eles são feitos em papel, no chão, quando uma pessoa é pequenina (…) E estou a desenhar no chão, os desenhos vão aparecendo no pincel, o desenho arrasta, puxa o boneco (…)"  Paula Rego 

A exposição “Paula Rego: desenhar, encenar, pintar” que se estende ao longo de sete salas, explora o processo criativo da artista ao longo dos mais de 60 anos de produção artística. São desenhos e esboços inéditos que serviram de base para as suas obras.

“ O desenho é essencial. Desde criança fechava-se no quarto a desenhar. Desenhar é assim para a artista uma forma de reagir, de revelar e expor a realidade de uma forma brutal. De articulação com o mundo que a rodeia. Um combate expressivo contra os medos que sente até hoje”, revela Catarina Alfaro, curadora da exposição e estudiosa da obra da pintora.

Para além dos desenhos, a exposição revela também os modelos tridimensionais que a artista criou para encenar o que seriam depois as suas pinturas mais famosas.

É o caso da “Árvore das Musas” que serviu para integrar outras obras de pintura como “A Carga Humana”, um tríptico que também se pode apreciar nesta exposição.

 Numa altura em que se comemora os dez anos da Casa das Histórias Paula Rego, a Câmara de Cascais e Nick Willing, filho da artista Paula Rego, assinaram um acordo de renovação da atividade da casa-museu até 2029.

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras fez notar que “este é um momento muito feliz para Cascais”, referindo-se o prolongamento por mais 10 anos da relação de Paula Rego com o município. “São mais obras de Paula Rego que irão ficar à disposição dos cascalenses e de quem nos visita”, salientou o autarca recordando os tempos difíceis pelo qual passou o museu Casa das Histórias, quando da extinção da Fundação própria, por decreto governamental. “Hoje com as dificuldades ultrapassadas temos cada vez mais obras doadas e emprestadas pela artista e cada vez mais visitantes”, concluiu Carlos Carreiras.        

Ainda que o acordo agora assinado “não tenha sofrido grandes alterações, há algumas novidades”, adiantou o presidente da Fundação D. Luís I, Salvato Teles de Menezes. Destaque para a criação de uma sala aberta a outros artistas plásticos que de alguma forma tenham relação com o universo Paula Rego. Assim como, a constituição do “Grupo de Amigos da Casa das Histórias”, à semelhança do que acontece em outros museus pelo mundo.

 “Quando a Paula Rego faz exposições para outros museus, eles querem sempre as obras mais famosas. Mas, aqui (na Casa das Histórias) temos a possibilidade de fazer uma investigação mais profunda”, afirmou Nick Willing, acrescentando que só nesta exposição há cerca de 80 obras que nunca foram apresentadas ao público. (PL)

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