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Protocolo “Bolsas Sociais” proporciona 97 vagas em creches privadas
Ao longo do ano letivo 2012/2013, a Câmara Municipal de Cascais vai investir 150.000 euros para comparticipar as mensalidades das crianças, proporcionando, por um lado, que as famílias tenham acesso a uma vaga quando todas as outras respostas da rede solidária estão esgotadas e, por outro, que as entidades privadas, cuja taxa de cobertura ronda os 16% - e que no âmbito deste protocolo se comprometem a baixar as suas mensalidades - mantenham um nível médio de ocupação. A assinatura do protocolo, celebrado entre o Município, Juntas de Freguesia e instituições da rede privada decorreu ontem, na Sala de Sessões da Câmara Municipal de Cascais.
Frederico Pinho de Almeida, vereador da Habitação e Ação Social, partilhou que este acordo vem complementar o protocolo “Crescer Melhor”, celebrado entre o município e as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) no âmbito do qual a Câmara Municipal de Cascais disponibiliza, no corrente ano, um milhão de euros para apoiar as famílias de mais baixos recursos no acesso a vagas de creche nestas instituições da rede solidária. “Quando estas vagas estão esgotadas há que encontrar outras alternativas e foi por isso que lançamos este novo protocolo que vai beneficiar famílias do 1.º, 2.º e 3.º escalões do Abono de família da Segurança Social”.
No total, este ano, vão ser apoiadas 97 crianças dos 3 aos 36 meses, distribuídas por 23 instituições privadas das seis freguesias. A freguesia de Alcabideche terá 25 crianças, Carcavelos 9, Cascais 23, Estoril 13, Parede 8 e S. Domingos de Rana 19. De modo a garantir maior justiça social e equidade possível e tendo em conta as candidaturas apresentadas, foram acauteladas vagas transversais aos 3 escalões do abono de família. Desta maneira, 46% das famílias enquadram-se no 1º escalão, 35% de famílias no 2.º Escalão e 19% no 3º. Esta distribuição revela o esforço significativo para ajudar as famílias com maiores necessidades.
Carlos Carreiras mostrou-se convicto que os princípios deste protocolo “se vão alargar ao país”. Para o autarca, “temos de aproveitar bem aquilo que temos e conjugar esforços entre municípios, Juntas de Freguesia e privados”. Uma alusão direta ao contributo municipal para beneficiar famílias de recursos mais baixos e, ao mesmo tempo, ajudar a consolidar a iniciativa privada e empregabilidade no concelho.













