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"Reformador do Mundo", exposição dedicada a Janusz Korczak patente até dezembro

Para dar a conhecer a vida e obra de Janusz Korczak, médico e reformador judeu que se destacou pela defesa dos direitos dos mais jovens e pelas suas inovadoras teorias na área educativa, a Câmara Municipal de Cascais e a Embaixada da República da Polónia em Lisboa promovem, no Espaço Memória dos Exílios, a exposição o "Reformador do Mundo". Para ver até 28 de dezembro, a exposição conta com o Alto Patrocínio da Primeira Dama, Maria Cavaco Silva.

Nascido em Varsóvia, em julho de 1878, Henryk Goldsmit viria a ficar conhecido como Janusz Korczak, pseudónimo que adotou inspirando-se no romance do século XIX "Janasz Korczak and the pretty Swordsweeperlady", de Jósef Ignacy Kraszewski. Desenvolveu desde muito cedo a paixão pela ajuda aos jovens mais desfavorecidos. Completou os seus estudos em medicina e, em paralelo, desenvolveu uma promissora carreira na literatura, tendo abdicado de ambas para se dedicar por inteiro ao ensino dos mais jovens.


Autor da célebre frase "Eu não posso criar outra alma, mas posso acordar a alma adormecida", fundou um orfanato para crianças judias, entre os 7 e os 14 anos, que dirigia como uma democracia: as crianças tinham o seu próprio parlamento, jornal e tribunal, meios à sua disposição para debater eventuais transgressões e decidir quais as sanções a aplicar. No orfanato desenvolveu inovadoras teorias educativas que o tornaram um pedagogo de referência e autor de obras no campo da teoria e prática educacional, ainda hoje muito lidas na Polónia. Das suas iniciativas destaca-se o pioneirismo em prol dos direitos da criança, pois acreditava na plena dignidade das crianças - que considerava "o mais antigo proletariado no mundo” - e na sua necessidade de amor e respeito.


Fora da Polónia Janusz Korczak ficou conhecido pelo seu derradeiro ato heroico: prisioneiro no Gueto de Varsóvia, juntamente com as 200 crianças que habitavam no orfanato que dirigia, em plena II Guerra Mundial, declinou as ofertas de amigos para se salvar, optando por acompanhar as crianças na viagem para Treblinka e para a morte certa.


Uma vida rica em experiências e altruísmo, que é dada a conhecer nesta exposição que se encontra aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00, no Espaço Memória dos Exílios (primeiro piso da Estação dos CTT do Estoril) até ao 28 de dezembro.


Informações: 214815930 ou eme@cm-cascais.pt

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