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2012: novo recorde em termos de dormidas | Turismo em Cascais segue em contraciclo

Cascais, alcançou em 2012, o novo ano recorde ao registar 1,137 milhões de dormidas, mais 3% que no período homólogo, não obstante os principais mercados da operação – Portugal e Espanha, apresentarem decréscimos substanciais, 17% e 15%, respetivamente.

(Foto: Rui Cunha)


A boa performance deve-se, em larga medida, a um leque cada vez mais abrangente de mercados que procuram o nosso destino, e a elevados acréscimos na procura por parte do mercado alemão (+21%), Escandinávia (+25%), Bélgica (+16%), França (+14%), Holanda e EUA (+13%) e Irlanda (+11%), sendo ainda de referir que este conjunto tem um peso superior a 50% do total de dormidas no destino.


Saliente-se ainda que a estadia média ultrapassou os três dias. Um aumento em contraciclo com os restantes destinos turísticos, que se deve a uma política consistente de revitalização da promoção local. Esta política traduz-se na oferta de um produto mais consolidado e atrativo, que permite a extensão da estadia e maiores níveis de satisfação no consumo, com reflexos na taxa de revisitação do destino e de aconselhamento à visita a terceiros. Ou seja, mais importante do que captar novos turistas é sem dúvida fidelizar os atuais. As perspetivas para o futuro são ainda mais animadoras, porque Cascais está ainda longe de operar em todo o seu potencial.


Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, explica a estratégia que tem alimentado a boa performance turística da região: “A nossa estratégia está assente em dois eixos: o de longo prazo e o de curto prazo. No longo prazo, o que fizemos foi reabilitar o nosso património edificado, proteger o património ambiental, dotar o concelho de todos os equipamentos essenciais e de boas redes de infra-estruturas. Com isto trabalhámos tanto para a atração turística como para a melhoria da qualidade de vida dos cascalenses”, assinala o autarca. “Quanto ao curto prazo, apostámos em força nos grandes eventos internacionais e no reforço das marcas tradicionais Cascais e Estoril e na promoção de novos produtos associados às marcas Carcavelos e Guincho”, prossegue Carlos Carreiras mostrando-se confiante quanto à evolução dos números: “A nossa boa prestação turística deve-se muito ao efeito das políticas de curto prazo. Devido à sua natureza estrutural, os motores de crescimento turístico de longo prazo demoram mais tempo a produzir efeitos. Acredito, por isso, que o melhor ainda pode estar para vir. Maximizaremos o nosso potencial quando as duas estratégias, a de curto e de longo prazo, estiverem a produzir os seus melhores resultados em simultâneo”, termina Carlos Carreiras.


Há ainda a registar a consolidação e reforço dos indicadores de consumo ao nível do preço médio, bem como do RevPAR (revenue per available room).


Dormidas por mercado emissor:




 

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