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Presidente da República inaugurou a European Innovation Academy

Jovens empreendedores contaram com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa no primeiro dia da European Innovation Academy de 2019. Ao longo de três semanas, 500 participantes de 50 países diferentes vão desenvolver ideias de negócios digitais de sucesso. A Academia EIA de Cascais é a maior de todos os programas EIA desenvolvidos em todo o mundo.

Arrancou esta segunda-feira, 15 de julho, a 3.ª edição da European Innovation Academy (EIA), um programa de verão para jovens empreendedores. Ao longo das próximas 3 semanas, 500 participantes provenientes de universidades de todo o mundo, vão trabalhar em equipas de diferentes nacionalidades para desenvolverem negócios e criarem 100 ‘start-ups’. Este ano, o número de participantes portugueses bate o recorde, com 175 jovens estudantes nacionais presentes.

Recebido com grande entusiasmo, Marcelo Rebelo de Sousa começou por informar aos jovens participantes que vieram de fora que “vão descobrir que Portugal é uma plataforma entre culturas, civilizações, continentes e oceanos”, recordando que o país mantém boas relações com diversos países do mundo. Para o Presidente, “as coisas estão a mudar e isto é uma realidade que temos de enfrentar juntos”, acrescentando que “não há inovação sem diálogo e tolerância, se forem egocêntricos e se não forem humildes o suficiente para aceitarem as ideias dos outros”. 

“Estão aqui porque estudaram e, de certa forma, são vencedores de tudo o que fizeram até agora. Mas vocês representam uma minoria de todos os que fazem parte da vossa geração, uma grande maioria não tem a oportunidade que vocês têm. Milhões em África, Ásia, América e Europa não têm famílias que consigam sustentar os seus estudos devido à fome, miséria, pobreza, entre outros motivos. Portanto têm de entender que são privilegiados por estarem onde estão. E, os que recebem mais do que os outros devem dar a todos os outros muito mais do que podem dar,” salientou Marcelo Rebelo de Sousa no seu discurso perante o meio milhar de jovens presentes e aconselhou-os a que pensassem da seguinte forma: “Eu posso mudar o mundo mas há milhares de pessoas da minha idade que não têm essa oportunidade, que não podem estar três semanas em Portugal a conhecer centenas de pessoas de todo o mundo, que não podem viajar como eu e que não puderam estudar como eu consegui”, uma vez que, para o Presidente, se os jovens pensarem desta forma percebem como a tarefa deles é também um compromisso social: “Vocês têm de estar empenhados em mudar o mundo e em tirar o máximo proveito da vossa oportunidade,” concluiu.

A cerimónia contou também com a presença do Diretor do Futuro da Câmara Municipal de Cascais, Marco Espinheira, que começou por deixar um desafio aos participantes: “Façam desta a vossa Vila. Aqui, não temos noção de turistas mas sim de residentes e podem sê-lo por um dia ou para a vida inteira. Vocês vão ser residentes por três semanas e desejo que aproveitem o nosso concelho, que se divirtam, que aprendam e que inovem.” Marco Espinheira recordou ainda o seu discurso na EIA de 2018, onde disse aos participantes que eles eram o futuro, visão que alterou ao longo deste ano após ter conhecido o Papa Francisco no âmbito da inauguração da Sede Scholas Occurentes em Cascais: “Tive a sorte de conhecer o Papa Francisco e ele disse-me algo que nunca vou esquecer - Os jovens não são o futuro, são o presente - e eu não podia concordar mais com isso”.

Alar Kolk, presidente da EIA destaca que os grandes objetivos desta edição são “muito simples” e passam por “identificar problemas comuns a biliões de pessoas e tentar encontrar soluções que funcionem não só aqui em Portugal ou na Europa, mas em todo o mundo”. 

Este já é o terceiro ano em que a EIA se realiza em Portugal e a organização conta com o apoio de diversos parceiros como o Santander (que este ano ofereceu 150 bolsas a estudantes nacionais), a LAB1886 e a Câmara Municipal de Cascais. 

“Sem este apoio [da Câmara Municipal de Cascais] não estaríamos aqui. É importante para nós porque isto é trabalho de equipa. Vocês têm centenas de talentos e de génios como o Presidente da República referiu aqui” afirmou Alar Kolk acrescentando que "o que é fundamental é como ligamos este ecossistema de empreendedores muito curiosos, como os Portugueses há centenas de anos, ao nosso ecossistema EIA, que reúne génios a nível global”. Para o presidente da EIA, Portugal é uma excelente localização para esta Academia de Inovação: “Porque o que o Presidente disse é que, quando os portugueses trabalham juntos um mês, com americanos ou asiáticos, por exemplo, esse mês de amizade dura para sempre e assim se constroem novas start-ups e novas economias do princípio”.

Sobre o concelho, Alar Kolk admite que está "apaixonado por Cascais" e acrecenta: "Aqui sinto-me dez anos mais novo e já convenci muita gente na Europa, e não só, que este é o local para construir novos serviços, produtos e start-ups que vão mudar o mundo, não só aqui, mas a nível global”. 

A 3.ª edição da European Innovation Academy decorre até ao dia 2 de agosto no Centro de Congressos do Estoril. Ao longo de 15 dias, 500 participantes de 50 países diferentes vão foram 100 equipas que vão desenvolver e criar start-ups na área dos negócios digitais. (FMC)

 

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