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Reclusas de Tires entregam produtos da sua própria horta biológica

Carlos Carreiras considerou que as reclusas detêm novas competências que desconheciam possuir, pelo que lhes apelou para que “não desperdicem talento” que ainda venham a descobrir.

Um grupo de reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires entregou hoje à Casa das Mães e à Casa da Criança, instituições que acolhem os filhos de algumas detidas, cabazes com diversos produtos hortícolas produzidos pelas suas próprias mãos, num terreno anexo à cadeia, num espaço denominado Horta do Brejo.

Há seis meses, seis reclusas aceitaram o desafio de criar de raiz uma horta com 10 mil m2 e um pomar, em terrenos da instituição.

 “Não vou mentir. A princípio fiquei assustada, porque nunca tinha feito este trabalho. Mas é indiscutível. Isto é mesmo muito bom”, disse a reclusa Jaqueline Silva à reportagem.

“Tirando o facto de estarmos privadas da liberdade, uma pessoa chega aqui e esquece tudo. Aqui estamos livres e mais à vontade com a natureza”, explicou, sublinhando: “vemos crescer os produtos e as bolhas nas mãos, mas isso faz parte”.

A entrega simbólica dos primeiros produtos hortícolas contou com a presença do diretor geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, da vereadora Joana Balsemão, e do presidente da Cascais Ambiente, Luís Capão.

Celso Manata destacou o “trabalho duro” realizado pelas reclusas, mas feito com “muito gosto” e sublinhou que o protocolo que esteve na base do projeto, assinado com a Câmara de Cascais, “tem um sabor especial” dadas as boas relações entre as duas instituições. “Estas pessoas estão aqui para fazer um percurso positivo”, afirmou.

Por seu lado, Carlos Carreiras, disse que a entrega dos produtos hortícolas produzidos pelas reclusas era um “momento modesto, mas muito especial e com muitos fatores positivos”.

Para o presidente da Câmara de Cascais, as reclusas envolvidas no projeto não só combatem o desperdício, ao trabalharem a terra abandonada, como exercem também um esforço de vontade e de cidadania”.

O autarca considerou que as reclusas detêm agora novas competências que desconheciam, “não desperdiçando a esperança”, pelo que apelou para que “não desperdicem o talento” noutras áreas. "O vosso talento também está aqui", disse, interroganjdo-se: "que outros talentos vocês ainda não descobriram"?

Uma parte desta produção hortícola destina-se a apoiar famílias carenciadas do concelho e outra será vendida ao público para apoiar a sustentabilidade do projeto.

A Horta do Brejo resulta de uma pareceria iniciada em 2017 entre a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a Câmara Municipal de Cascais, através da empresa municipal Cascais Ambiente, que deu formação e orientação técnica às reclusas envolvidas no projeto. S.R.S.

Saiba mais sobre o Projeto Terras de Cascais aqui: https://ambiente.cascais.pt/pt/terrasdecascais/terras-cascais

 

 

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