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A Voz dos Jovens fez-se ouvir em Cascais

Inserida na Semana da Educação, a primeira assembleia de delegados de turma do ensino secundário, redes pública e privada, decorreu a 28 de novembro no auditório dos Salesianos do Estoril. Dia 29, realizou-se a segunda, na Secundária de Carcavelos.
 
A Assembleia de quarta-feira foi moderada pelas jovens Vitória Lopes, Maria Canning e Madalena Máximo e contou com a presença de cerca de 120 delegados de turma do ensino secundário de Cascais. Sob o tema Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, os representantes eleitos nas turmas lançaram várias perguntas ao Executivo da Câmara Municipal. Nesta sessão estiveram presentes as escolas Secundária de Cascais, Básica e Secundária da Cidadela, Básica e Secundária de Alvide, Profissional de Teatro, Secundária de São João do Estoril, Colégio Amor de Deus e Salesianos do Estoril.
 
A sessão de quinta-feira contou com os moderadores João Lobo, da Escola Secundária de Carcavelos, Rodrigo Simões, dos Salesianos de manique e Mariana Marujo, da Escola Básica e Secundária Frei Gonçalo de Azevedo. Presentes estiveram mais de 100 alunos das escolas Básica e Secundária de Carcavelos, Secundária Fernando Lopes Graça, Matilde Rosa Araújo, Frei Gonçalo de Azevedo, Colégio Marista de Carcavelos, Salesianos de Manique.
 
Para responder às questões colocadas pelos jovens das várias escolas esiveram presentes Carlos Carreiras, presidente da autarquia, Joana Balsemão, vereadora nas áreas de Qualificação Ambiental e Estrutura Verde, Alterações Climáticas, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Cidadania e Participação, e Frederico Pinho de Almeida, vereador que detém, entre outros, o pelouro Educação. 
 
"Esta é uma iniciativa muito importante", considera Joana Balsemão. "São 120 alunos que nos trazem aqui as suas inquietações, os seus pedidos de esclarecimento e, sobretudo, muitas ideias”, acrescentou, adiantando ainda que para o Executivo, esta sessão “ajuda a perceber quais são as preocupações, qual é que é a forma de pensar e eventuais soluções em que não tínhamos pensado". Um modelo que, para a vereadora da Cidadania, é muito produtivo: "queremos que estes laços fiquem, que se sintam à vontade para nos conctatar sempre que for preciso e se sintam inspirados para arregaçar as mangas e fazerem também a parte deles”.
 
Cada escola teve espaço para perguntas através dos respetivos porta-vozes em duas rondas. Para cada questão, o Executivo dispunha de 6 minutos para responder tendo ainda os alunos a hipótese de réplica caso considerassem a resposta insuficiente.
 
O tema definido para esta sessão foi o Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável e dentro desta área os jovens lançaram perguntas e sugestões relacionadas com a problemática dos plásticos, fiscalização ambiental, mobilidade, reciclagem, dejetos caninos, acessibilidade, envelhecimento saudável, limpeza de ribeiras e mar, estado das infraestruturas, requalificação de áreas ardidas, construção ao longo da costa e incentivos ao uso de veículos elétricos.
 
Por exemplo, no Estoril, os alunos quiseram saber "porque é que na sua escola (Salesianos do Estoril) não há pontos de recolha para reciclagem". Um desafio que vai em breve ser encarado pela Cascais Ambiente.
Quiseram ainda saber, "porque é que não existem mais dispensadores de sacos para dejetos caninos". Carlos Carrerias explicou que "há dispensadores em número suficiente, mas é preciso educar os donos", ou seja, "tem de haver uma mudança cultural". Joana Balsemão esclareceu ainda que "infelizmente, as pessoas levam os sacos para casa para outros fins". Perante isto, os jovens perguntaram "porque é que não há mais fiscalização, ou se aplicam multas?" Numa resposta mais direta aos jovens, a vereadora confirmou que, a partir de janeiro de 2019, a Câmara Municipal vai  promover a fiscalização, primeiro com caráter de sensibilização e depois aplicando coimas a comportamento que prejudiquem o ambiente de acordo com o que está previsto na lei.
 
Em Carcavelos, as perguntas recaíram sobre a requalificação de áreas como o Vale de Polima, ou a Quinta do Barão e a Quinta dos Ingleses. Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal explicou que no caso do vale de Caparide, "a CM já comprou o Casal Saloio que é sobranceiro ao vale onde estão as Ruínas Romanas de Freiria". Porém, o autarca explicou que "à volta existem sete bairros que estão a ser legalizados e esperamos a concluir o Plano de freiria para fazer ali um grande Parque urbano". As duas restantes zonas, enquanto propriedade privada, estão foram da alçada municipal. "A Quinta do Barão tem um plano de pormenor aprovado há muitos anos, mas não foi concretizado por diversos fatores (falência da empresa, etc). Se não avançar vamos "deitar esse plano abaixo". Quanto à Quinta dos Ingleses, o presidente da Câmara trouxe a terreiro compromissos antigos que punham em causa a própria Câmara: "se não cumpríssemos estávamos obrigados a pagar perto de 300 milhões de euros e a ter de permitir tudo o que tinha sido aprovado na década de 60, que era muito mau. Conseguimos reduzir a pressão urbanística e criar outras infraestruturas".
 
A preocupação dos jovens prendeu-se também com o Festival Musa que, como explicou Carlos Carreiras "vai ter de encontrar outro local e adaptar-se às novas circunstâncias". Os alunos quiseram saber porque ainda vai parar tanto lixo às ribeiras e ao mar, ou porque não há nas escolas mais projetos para limpar as praias. Um apoio bem-vindo, mas que, como explicaram o presidente da Câmara e a vereadora Joana Balsemão, será mais ao nível da sensibilização porque as praias são limpas todo o ano de forma sistemática e mecanizada "se o vosso objetivo é contribuir, gostávamos de nos sentar convosco!".
 
Já quanto às ribeiras, Joana Balsemão confirmou que está em desenvolvimento uma campanha de sensibilização: "as pessoas têm de perceber que tudo o que atiram para a sarjeta vai parar ao mar". Em cima da mesa estiveram ainda questões sobre o aproveitamento de energia eólica, e outras fontes renováveis, ao que Carlos Carreiras disse ser tudo possível. "Entrem em contacto connosco porque através da área da Juventude ou do Ambiente queremos discutir essas ideias".
 
Destacando-se do tema deste ano de "A Voz dos Jovens" a questão de como pode o ambiente contribuir para reforçar a coesão social, colheu de Frederico Almeida uma resposta que pode servir de modelo para o desenvolvimento de projetos noutros locais: "O bairro da Torre, em Cascais também tinha problemas por estar sujo e degradado. Com a participação da Associação de moradores e da Junta de Freguesia conseguimos que os moradores reconhecessem o espaço como seu e juntos criámos ali um museu público de arte urbana que está espetacular. Isto foi possível porque as pessoas trabalharam com a comunidade". "Um exemplo que teve lugar também na comunidade do Alto dos gaios e na própria escola de Carcavelos, onde todos se uniram em torno de um projeto do Orçamento participativo para conquistar a bancada retrátil em que vocês estão sentados", lembrou a vereadora da Participação.
 
E como atribuir incentivos aos cidadãos por boas práticas? "Através da APP City Points", respondeu Carlos Carreiras. "É uma espécie de moeda local que permite acumular pontos e depois trocar por serviços, por exemplo".
 
Atentamente, os alunos ouviram estas e outras perguntas e as respostas dadas pelo Executivo demonstrando grande atenção e interesse e que em breve vão ficar disponíveis em www.cascaisparticipa.pt para consulta por parte de todos.
 
Um dos alunos presentes na sessão, Duarte Neves, destacou esta iniciativa como “um bom incentivo para as escolas conseguirem expressar a sua opinião sobre os problemas que têm, nomeadamente, ambientais, o tema deste ano”. Aluno da Escola Secundária de Alvide, Duarte adiantou ainda: "esta é uma boa iniciativa para nos expressarmos e recebermos respostas a perguntas que não saberíamos colocar a mais ninguém”. Opinião partilhada por Maria Silva, da Escola Ibn Mucana: “É ótimo poder estar a participar na segunda edição da Voz dos Jovens. Sentimos que podemos estar frente a frente com elementos do Executivo que estão mesmo a ouvir as nossas propostas e o que nós achamos. É muito bom. É bastante importante ouvir que os jovens se preocupam com a nossa sociedade e que têm contributos que por vezes os próprios funcionários da câmara podem não ver e nós com uma visão diferente podemos contribuir para a sociedade”. 
 
A Voz dos Jovens já vai na segunda edição e, para Carlos Carreiras, presidnete da câmara Municipal de Cascais, o importante é que, para além desta iniciativa, os jovens se façam ouvir. "Não é só querer é fazer por acontecer. Nunca desistam de usar o vosso talento e, acima de tudo, sejam exigentes  para com os vossos represnetantes!"
 
O Executivo tem agora 30 dias para formalizar a resposta às questões colocadas na sala e também às que foram deixadas por escrito.
 
 
 

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