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Garrett Macnamara

“Vejo cada vez menos criaturas marinhas”. “O Mar português é o lugar onde todos os meus sonhos se tornaram realidade”, confessa Garrettt Macnamara, o surfista profissional norte-americano que surfou a maior onda em Portugal, ainda que a grande onda que Garrett quer ver crescer seja a da sustentabilidade do planeta. Macnamara é militante ambientalista, foi orador nas conferências do Estoril e a propósito das alterações climáticas deixa um apelo aos governos de todo o Mundo: “Deviam declarar o Estado de Emergência.”

Como começou a sua relação com o Mar? A minha memória mais antiga do mar tem como cenário o México, tinha eu seis anos. A minha mãe costumava deixar-me com uma família mexicana com quem ia à praia, brincar na areia. Lembro-me dos peixes-galo gigantes que nadavam junto dos nossos pés e de sentir muito medo deles. Depois mudámo-nos para o Havai, tinha eu 11 anos, e foi aí que a minha paixão profunda pelo mar começou a emergir. Só aí me sinto verdadeiramente em casa. É indescritível o efeito do mar sobre mim.

E quando e onde começou a surfar? Tinha 11 anos quando eu e o meu irmão encontrámos uma prancha tão grande e pesada que, só juntos, a conseguimos transportar para a praia. Íamos para sítios onde não havia ninguém e praticávamos até acharmos que éramos suficientemente bons para nos juntarmos aos nossos amigos.

Foi aí que tomou consciência de que a defesa do ambiente era uma causa prioritária? Sempre soube intuitivamente que é importante proteger o ambiente, mas a minha mulher, Nicole, tem sido a minha grande fonte de inspiração. É professora de ciências ambientais e eu sou o seu melhor aluno. Agora essa preocupação tornou-se ainda mais óbvia devido às mudanças ambientais. Vejo que as praias, outrora intactas, estão agora cheias de lixo.

Enquanto surfista passa muito tempo no mar. Como se apercebeu que tudo estava a mudar por efeito das alterações climáticas? A cada ano que passa, o clima torna-se mais instável. Vejo cada vez menos criaturas marinhas. Assisti a ondas de calor e de frio extremos.

E o que se deve ser feito para reverter este processo de aquecimento global? Trata-se de uma questão difícil de resolver e é por isso que nos devemos unir, a nível global. Os dirigentes de todos os países têm de concordar que algo tem que ser feito. Deviam declarar o Estado de Emergência. Os governos têm de responsabilizar as empresas com grandes lucros. Temos de oferecer incentivos às empresas que implementam boas medidas para proteger o planeta, em vez de fazermos o contrário. Enquanto indivíduos, precisamos de exercer o nosso direito de voto, mas também devemos agir através daquilo que compramos. Temos o poder de mudar as políticas alterando os hábitos de consumo.

Que memórias guarda do mar português? O mar português é o lugar onde todos os meus sonhos se tornaram realidade.

PL/HC

Cascais Digital

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