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João Dinis

Gabinete da Agenda Local 21

João Dinis nasceu em Cascais há 31 anos. Ele e a irmã, Ana Isabel, são os primeiros de várias gerações da família Dinis que não nasceram na casa da Charneca, lugar onde ainda residem, mas no Hospital de Cascais.

A sua dedicação às questões ambientais começou na juventude, quando a paisagem da localidade de residência começou a sofrer alterações. “Começaram a construir casas e mais casas. Aos poucos passou-se a assistir à degradação do património natural, sem que a população local se sentisse minimamente integrada nos processos de decisão. “A minha geração perdeu muito, em termos de qualidade de vida. Posso dizer que esta experiência na minha adolescência foi marcante. Pesou na escolha da minha área de formação.”

Licenciado em Geografia na variante de Urbanismo é também pós-graduado em Sistemas de Informação Geográfica e em Sustentabilidade Local | Agenda 21. Até hoje, como colaborador do Gabinete da Agenda 21, continua a defender a mesma ideia que tinha quando era jovem: “Qualificar o território sim, mas não a qualquer custo. Crescer só por crescer não traz qualidade de vida às populações. Deve-se ter em conta a especificidade de cada lugar e, na altura, isto não estava a ser feito. Cascais estava a sofrer um processo de indiferenciação em relação a outros locais e concelhos do país”.

Quando chegou ao Gabinete da Agenda 21, impunha-se trazer as comunidades para os processos de decisão relativos a tudo o que tem a ver com infraestruturas e requalificação de espaço público.
As sessões públicas do Orçamento Participativo (OP) vieram provar que em Cascais existe uma massa crítica muito forte. À medida que corre a segunda edição do Orçamento Participativo (OP) e uma série de outros mecanismos de aprofundamento da Democracia Participativa, o balanço é muito positivo. “Temos muitas pessoas a assistir às sessões do OP e centenas em lista de espera para as hortas comunitárias, o que constitui um sintoma da vontade que as pessoas têm em utilizar os nossos recursos e mudar o estilo de vida, mas acima de tudo participar na vivência comunitária”.

Questionado sobre o que distingue as políticas de sustentabilidade de Cascais em relação a outros locais do país, João Dinis afirma sem hesitar: “Somos diferentes. Tanto à escala da decisão, com uma grande assertividade nos valores do desenvolvimento sustentável e da participação cívica, como também no potencial das próprias comunidades. Devemos ter sempre em conta a especificidade de cada comunidade para não cairmos em erros do passado em que foram adotados modelos urbanos que nada tinham a ver com a nossa realidade”.

A vertente social é transversal a todos os projetos que a Agenda 21 promove. Todos têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas, promovendo o uso mais eficiente dos recursos. Cascais é um concelho com praias e espaços verdes próximos dos centros urbanos e a autarquia tem vindo a requalificar muitos deles. “São os valores do desenvolvimento sustentável a única solução para enfrentarmos a crise que vivemos atualmente. Todos juntos conseguimos mais e melhor”, conclui João Dinis.

Cascais Digital

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