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João Miguel Henriques

“Não consigo ler um livro sem ter um lápis na mão porque, se encontro alguma referência a Cascais, sei que vou fazer uma anotação”.

Sobre as suas origens diz-se “nascido e criado na Madorna”, quando era ainda uma localidade pequena. Gostava de brincar na rua, ir para a praia, percorrer com amigos “aquele espaço, que era um campo aberto”, recorda  João Miguel Henriques, nascido em Lisboa, há 35 anos. O atual coordenador do Arquivo Histórico Municipal (AHM) fez a escola primária na
Parede e diz que teve sempre bons professores. “Gostei especialmente dos de história e de português, de ler e de escrever”. Foi a partir do 10º ano que passou a interessar-se pela investigação histórica e que fez o primeiro  estudo sobre a vila - “A História de Cascais durante a Monarquia”.
Entrou com apenas 17 anos para a universidade de Lisboa, onde se licenciou em História. É também mestre e Doutor em História Contemporânea, com a tese “Da Riviera Portuguesa à Costa do Sol”, a ser publicada em novembro. João Miguel conhece bem a história do concelho, onde nasceu e trabalha. Foi para o Arquivo Histórico em 1999, para proceder à reformulação e classificação dos documentos. “Trabalhei com uma equipa muito boa e aprendi bastante. Fizemos a reconversão da classificação da documentação de conservação permanente do Arquivo. Tudo era diferente! Já havia um trabalho de classificação mas tínhamos que ir um pouco mais além”. A documentação, face à que existe hoje, era “5%”.
 

Em 2005 torna-se coordenador do AHM, e elogia o espírito de equipa: “Trabalho com colegas que respeito, que têm gosto no que fazem, disponíveis para a pesquisa e, sobretudo, sabem o que é prestar um serviço público”, explica. “O que temos feito é providenciar o maior grau de descrição dos documentos que se conservam aqui”. Recolher, tratar, tornar
acessível e difundir a documentação com interesse para o estudo do passado  de Cascais. Cerca de 90% da documentação pertence ao “fundo Câmara Municipal”. Em 2006 foi criado o PRADIM - Programa de Recuperação de Arquivos e Documentação de Interesse Municipal, que permitiu começar a receber-se também arquivos particulares: “Aos poucos alargámos a nossa missão da preservação da memória da instituição para uma preservação da memória do concelho”.
 

Atualmente, existe o equivalente a 2,5 km de documentação, da qual falta classificar cerca de 20% – trabalho que estará concluído até à abertura da Casa Sommer, para onde será transferido o AHM (o concurso público da empreitada já foi publicado em Diário da República). Para João Miguel Henriques a maior conquista do serviço que dirige foi a disponibilização dos conteúdos no Arquivo Histórico Digital que já conta com 50 mil registos. “Somos muito acedidos através da internet. Quem nos contacta não surge com perguntas vagas, já faz referência à cota do documento - significa que noEntre os diversos estudos realizados no âmbito da atividade do Arquivo Histórico relembra, com especial orgulho, o livro “Cascais em 1755 – do Terramoto à Reconstrução” – obra que, pela primeira vez na história das edições municipais, foi requisitada pela Biblioteca Nacional para permuta internacional, mas também os catálogos das exposições “História da Vela em Cascais”, em 2007, e “O Estoril e as Origens do Turismo em Portugal”, patente no Espaço Memória dos Exílios até março do próximo anos consultaram remotamente”.

(Perfil do Colaborador in C - Boletim Municipal, nº3, Outubro 2011)

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