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João Paulo Silva

É com a segurança de quem não tem receio de ser posto à prova que afirma: “trabalho há 27 anos nos jardins da autarquia e estou habilitado a desempenhar qualquer tarefa na área porque adoro o que faço”. João Paulo Silva integra o cartaz do Orçamento Participativo deste ano, como representante dos serviços de jardim da autarquia. “Foram as minhas colegas dasecretaria que me selecionaram”, conta com um sorriso estampado no rosto.

A completar 48 anos de idade, já experimentou diferentes áreas profissionais. Foi servente de pedreiro, mecânico de automóveis, eletricista. Também podia ter sido bombeiro, o seu sonho de criança. Os pais e avós paternos de Paulo, oriundos da Ericeira dedicavam-se à apanha de marisco e precisavam de mais “braços” para os ajudar no ganha-pão de todos os dias. E foi assim que a mãe o começou a levar todas as manhãs para as praias de Cascais, principalmente, para as da zona do Guincho, para trabalhar na apanha de marisco. Enquanto era muito pequeno, deixava-o à guarda dos banheiros e faroleiros amigos, mas não demorou muito para que Paulo começasse a ajudar a família na apanha de bivalves, o seu primeiro trabalho que todos os dias o levava a entrar no mar. “Não tive tempo para ter uma infância como as outras crianças porque precisei de ajudar a minha família”, conta.


“Não tive tempo para ter uma infância como as outras crianças porque precisei de ajudar a minha família”


Na adolescência, concorreu a alguns castings para figurante, mas quando lhe disseram que precisava de fazer um booking, desistiu por não poder pagar esse investimento. Jogou futebol, praticou musculação e kickboxing.


Paulo sente-se mesmo um “homem dos sete ofícios”, e de facto talentos profissionais não lhe faltam. Quase sempre, quando precisa de fazer algum arranjo na sua casa que tenha a ver com trabalho de pedreiro e eletricista, não precisa de contratar ninguém. Estas são tarefas que só desempenha para uso pessoal, mas como jardineiro tem consciência que pode trabalhar em qualquer lugar.


Boletim "C" nº 62 | 19 de outubro de 2015

Cascais Digital

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