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Paula Rego e Carlos Carreiras assinam protocolo em Londres: O melhor da Casa das Histórias ainda está para vir

Há uma nova vida para o Museu Casa das Histórias Paula Rego (CHPR). Um ciclo que começa, precisamente, no mesmo local que viu nascer Paula Rego para o mundo das artes: Londres. Foi na capital britânica que, durante esta tarde, a artista e Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, assinaram um acordo de Aditamento ao Contrato de Doação e Comodato que estabelece as orientações para aquilo que será a realidade da CHPR dos próximos anos.

O melhor da Casa das Histórias ainda está para vir é, portanto, o que se pode concluir da assinatura do protocolo no estúdio da artista, num clima marcado pela extrema cordialidade e consenso entre partes. Recorde-se que o governo de Portugal decidiu, em resultado do censo às fundações, declarar a inviabilidade financeira da Fundação Paula Rego pelo que perante esta medida a artista declarou “não pretender manter-se ligada a uma fundação de natureza exclusivamente pública, nem tem intenção de criar uma fundação privada para as mesmas finalidades.”

Descartada a hipótese de manutenção ou criação de uma fundação, Nick Willing, em representação da família de Paula Rego, e Carlos Carreiras, encetaram uma profícua e distendida troca de ideias que resultou no acordo hoje assinado. Nele estão consubstanciados os princípios segundo os quais se vai reger a vida da Casa das Histórias Paula Rego. Além terem ficado definidos os termos do relacionamento futuro do Município com a artista e família, o acordo tem também resultados práticos que vão ao encontro da visão que o município tem para a política Cultural e, por certo, também ao encontro dos interesses dos admiradores da artista portuguesa mais reconhecida no mundo. Para começar, e em termos de programação, o protocolo prevê desde já a realização de uma exposição, proposta pela própria família da artista, a inaugurar em 17 de Maio, véspera do Dia Internacional dos Museus, integrando as obras de Paula Rego dedicadas a óperas em depósito na Casa das Histórias e outras oriundas de uma coleção privada. Carlos Carreiras aproveitou a oportunidade para convidar a artista a estar presente na inauguração na exposição, tendo Paula Rego aceitado desde logo.

“Fechamos hoje um protocolo que aponta para o aprofundamento claro das relações entre Paula Rego, a sua família, e a Câmara Municipal de Cascais. Contudo, o protocolo mostra-nos também que estamos perfeitamente de acordo, não apenas quanto ao presente, mas também quanto ao caminho de futuro para a Casa das Histórias. Esse é um caminho com melhor gestão, é um caminho de maior rigor, é um caminho com mais projeção nacional e internacional”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras. “Em Portugal, há sempre quem prefira a vitória da cisão, da discórdia, da fação e do desespero. Infelizmente, para esses, este acordo é um triunfo da unidade e da esperança numa cultura melhor para Cascais e para o País”, prosseguiu Carlos Carreiras.

Entretanto, Carlos Carreiras aproveitou a deslocação para visitar a Marlborough Galllery, galeria de arte de Paula Rego e uma das mais importantes do mundo, onde foi recebido pelo seu diretor John Erle-Drax. Com Erle-Drax, Carlos Carreiras discutiu a possibilidade de realização de exposições de outros artistas representados pela Marlborough Gallery nos espaços museológicos sob tutela da Câmara Municipal de Cascais. Foram, igualmente, dados passos para que o bom relacionamento entre as duas instituições se mantenha no futuro, tendo Erle-Drax afirmado estar ”inteiramente disponível para continuar e aprofundar a colaboração na medida em que o presidente o entender.”

O acordo explicado em 5 pontos:
• Todas as obras de Paula Rego ao abrigo do regime de doação e comodato ficam na Casa das Histórias, em Cascais. Ao todo, falamos de 574 obras no espólio de doação (gravuras e desenhos com várias técnicas) e a totalidade do espólio do comodato, 70 obras (15 pinturas de Victor Willing, 28 Pinturas de Paula Rego e 27 desenhos da artista).
• A política de empréstimos mantêm-se: qualquer obra da pintora pode ser exposta na Casa das Histórias.
•  A família da pintora, através de Nick Willing, manifestou e materializou o desejo de ter um papel mais efetivo na programação da Casa das Histórias. A exposição com as óperas, a inaugurar em breve, é já fruto dessa vontade.
• O acordo de aditamento, ao contrário do contrato que vigorava até aqui, acrescenta uma cláusula que estabelece a necessidade da Casa das Histórias exibir uma exposição permanente de Paula Rego.
• Caberá a uma Comissão Paritária, a ser indicada no prazo de oito dias, “preparar, facilitar e aplicar as decisões das partes”.

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