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Exposição “Branquinho da Fonseca, Um escritor na biblioteca”, Cascais homenageia “pai” da biblioteca itinerante

Até dia 6 de outubro, na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana, presta-se homenagem ao pai das bibliotecas itinerantes em Portugal: Branquinho da Fonseca. Na passagem do 70.º aniversário a Câmara Municipal de Cascais organizou a exposição “Branquinho da Fonseca, um escritor na biblioteca” para melhor dar a conhecer a vida e obra do autor da novela “O Barão”, que também foi conservador da Biblioteca Condes de Castro Guimarães entre 1942 e 1961.

Entrar numa sala de leitura de uma biblioteca dos anos 40 do século XX, aceder a documentos inéditos e tomar contato com alguns objetos de época cuidadosamente conservados são algumas das surpresas reservadas aos leitores e visitantes da exposição “Branquinho da Fonseca, um escritor na biblioteca”. Contemporâneo de José Régio, Miguel Torga, João Gaspar Simões ou Vitorino Nemésio, o poeta, tradutor, autor dramático e ficcionista, é homenageado numa mostra que fica patente até outubro.


Dividida em quatro núcleos, a exposição apresenta as principais fases da vida de Branquinho da Fonseca, com especial destaque para o projeto “Biblioteca Móvel”, criado por Branquinho em 1953 e que viria a alargar-se a todo o país, continente e ilhas, aproximando o livro do leitor numa perspetiva absolutamente inovadora para a época. Fruto do trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas, Branquinho da Fonseca tornou-se num dos principais impulsionadores do desenvolvimento da leitura pública e da democratização do acesso ao livro no concelho de Cascais antes do advento da democracia em Portugal em abril de 1974.


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