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Presente e futuro do Património Sonoro português em debate em Cascais, colóquio no dia 7 de julho | Museu da Música Portuguesa
Em debate vai estar a questão da necessidade de se criar em Portugal um Arquivo Sonoro, que assegure a preservação e divulgação do património sonoro, cuja salvaguarda é da responsabilidade de todos.
Considerando que não existe em Portugal um arquivo sonoro, torna-se premente abrir o debate sobre os problemas associados à preservação e divulgação do património sonoro pelo que o colóquio contará com a participação de responsáveis por coleções, colecionadores e estudiosos que têm vindo a abordar a temática quer a nível da preservação, quer no que respeita ao seu estudo e divulgação em Portugal e no estrangeiro.
No decurso dos trabalhos, pretende-se ainda dar a conhecer outros acervos, não só de música de matriz rural, como de fado e da canção de Coimbra, em suportes como a fita magnética ou o disco de 78 rpm (rotações por minuto). Quer-se também destacar instituições depositárias e colecionadores, projetos de tratamento e divulgação em curso, bem como discutir problemas que a conservação e estudo dos seus conteúdos têm levantado e conhecer exemplos que conduziram à sua resolução.
O Colóquio “Património sonoro em Portugal: protagonistas, fundos e instituições”, insere-se no projeto de divulgação da Recolha Folclórica coligido pelo compositor e folclorista Armando Leça em 1939-40 e que constitui o primeiro registo sonoro extensivo de música de matriz rural em Portugal. De referir que as notas de campo e registos sonoros recolhidos pelo investigador neste trabalho integram a exposição “Armando Leça: a música portuguesa nos novos meios de comunicação” patente até 31 de outubro, no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria.
Com gestão municipal, o Museu da Música Portuguesa tem contribuído largamente para a preservação do património sonoro português, designadamente, conservando a coleção de instrumentos musicais populares portugueses e objetos etnográficos do etnomusicólogo Michel Giacometti, bem como o espólio do maestro Fernando Lopes-Graça.
Fotografia de Francisco Matias: Gravador reprodutor AEG K4, mod. Magnetophon, 1938, coleção Radio e Televisão de Portugal
Programa do Colóquio | Património sonoro: protagonistas, fundos e instituições
Museu da Música Portuguesa | 7 de Julho de 2012
9h30 | Sessão de Abertura
9h45 | Apresentação | Salwa Castelo-Branco
10h00 | Escutar, gravar e colonizar Arquivos Sonoros e a repatriação de património sónico na Europa Pós-Colonial | Susana Sardo
10h30 | 76 anos de gravação sonora na rádio pública: o desafio da permanência | Eduardo Leite
11h00 | A canção de Coimbra: o papel dos colecionadores | Manuel Nunes
11h30 | Arquivar o som em Portugal. Notas de um processo inquietante. Estratégias | Pedro Félix
12h00 | Fundação INATEL: cuidar do passado para projetar o futuro 76 anos depois | Carla Raposeira
12h30 | As primeiras expedições de gravação da "The Gramophone Company" em Portugal | Susana Belchior
14h00 | Abertura da sessão da tarde
14h00 | O património sonoro nos Açores: para um inventário regional | Andreia Mendes (Centro de Conhecimento dos Açores)
14h30 | A emergência de uma economia de mercado de música gravada em Portugal no início do século XX. O papel dos lojistas | Leonor Losa
15h00 | O caso da coleção de registos sonoros de música de matriz rural realizada por Armando Leça em 1939-40 | Rosário Pestana
16h00 | Intervalo
16h15 | Mesa redonda | moderador Manuel Deniz Silva













