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Obras de História e Música apresentadas hoje no Museu da Música Portuguesa e no Espaço Memória dos Exílios
18h30 | Armando Leça e a Música Portuguesa (1910-1940), de Maria do Rosário Pestana | Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria
Sob a estampa das Edições Tinta da China, “Armando Leça e a Música portuguesa (1910-1940)” da autoria de Maria do Rosário Pestana propõe uma abordagem à realidade musical portuguesa através do enfoque no compositor e folclorista Armando Leça. Músico de interseção entre diferentes domínios da música Armando Leça é, por isso, uma figura por excelência para a compreensão das trocas, dinâmicas e valores que enformaram a prática musical em Portugal nas três décadas que medeiam a implantação da República e a comemoração do duplo centenário, em 1940.
Figura central não só no processo de construção de ícones e narrativas da “música portuguesa” como na sua disseminação junto de diferentes estratos da sociedade portuguesa, com impacte observável ainda nos dias de hoje, Armando Leça desenvolveu ações pioneiras no levantamento de práticas musicais de matriz rural, tendo reunido a primeira coleção de registos sonoros de música extensiva ao continente português.
A pesquisa que serviu de base à publicação de “Armando Leça e a Música portuguesa (1910-1940)” foi desenvolvida pela autora no Instituto de Etnomusicologia Centro de Estudos em Música e Dança com o patrocínio da Câmara Municipal de Matosinhos. A introdução do livro é assinada pela etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco.
21h00 | “Portugal, Salazar e os Judeus”, de Avraham Milgram | Espaço Memória dos Exílios
Da autoria de Avraham Milgram historiador membro do Museu Yad Vashem, em Israel, “Portugal, Salazar e os Judeus” é o fruto de um trabalho pioneiro de investigação histórica sobre os judeus perseguidos pelo nazismo, em Portugal, durante a Segunda Guerra Mundial.
Editado pela Gradiva, em 2010, este livro é (re)apresentado pelo autor no Espaço Memória dos Exílios no âmbito da sua presença em Portugal para participar no congresso “Portugal e o Holocausto”, promovido pela Embaixada dos Estados Unidos da América, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 29 e 30 de outubro.
O Portugal de Salazar - que assistiu a tudo na posição privilegiada de país neutro, longe das grandes batalhas que selaram o destino da Europa e do mundo - não ficou imune ao confronto moral e ético suscitado pela questão judaica. Esta obra analisa com rigor os protagonistas deste drama: Salazar, a PIDE, a elite social e política portuguesa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e seus representantes fora do país, os líderes da Comunidade Israelita de Lisboa, os representantes das organizações judaicas internacionais que atuaram em Lisboa e os refugiados. A investigação que lhe deu origem baseou-se em documentação portuguesa e nos arquivos israelitas.













