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Venha conhecer a Villa Romana de Freiria

No final deste verão, Cascais tem mais história para partilhar. Em Polima, no coração do concelho, está aberto ao público o percurso de visitação da Villa Romana de Freiria. Visita livre aos sábados e domingos. Visitas guiadas sob marcação.

Enquadrada por um projeto municipal de recuperação e valorização, que contou com apoio financeiro do Programa da União Europeia Projetos de Desenvolvimento Regional, Lisbo@2020 a Villa Romana com o maior celeiro da Península Ibérica constitui o mais recente ex-libris de património arqueológico concelhio.

Ao longo do último ano, uma equipa multidisciplinar da Câmara Municipal de Cascais efetuou trabalhos de conservação, limpeza e consolidação de ruínas.

Paralelamente foram implementadas condições para vedar o espaço e acolher os visitantes, que poderão fazer o percurso sobre as estruturas arqueológicas.

Por questões de preservação, a visita decorre quase sempre em passadiço, mas há um pequeno troço em que se caminha, propositadamente, sobre a laje.

Em cerca de meia hora, com recurso à sinalização bilingue (português e inglês), fica-se a saber muito mais sobre este património. Para os mais curiosos há um desdobrável.

Em datas significativas, a anunciar na Agenda Cascais, haverá ainda momentos de animação histórica e cultural, com representações de teatro clássico, bem como visitas guiadas sob marcação (21 481 5316, de segunda a sexta, 10h00-13h00 e 14h00-17h00) .

Jogo, materiais e congresso internacional
Para melhor consolidar o conhecimento junto da população, o município está também a desenvolver materiais de divulgação (como um jogo romano) e materiais pedagógicos, como um caderno de atividades que evocam a vida na Era Romana. Aproveitando a centralidade do tema vai ainda ser editada monografia “Estudo arqueológico da Villa Romana de Freiria” da autoria de Guilherme Cardoso e está a preparar-se o congresso internacional “Turismo e Património Cultural: As villae romanas – desafios para a investigação e inovação”, marcado para 6 a 8 de dezembro de 2018, na Casa das Histórias Paula Rego.

Como visitar?
Basta comparecer aos sábados e domingos (visita livre) ou marcar visita guiada pelo n.º 21 481 53 41/53 45 (de 2.ª a 6.ª das 10h00- 13h00 e 14h00-17h00). Esta é a oportunidade de visitar livremente um Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/90 de 17 de julho), cuja primeira identificação aconteceu há mais de 100 anos.

Quando foi identificado este património?
Corria o ano de 1912, quando Vergílio Correia (1888-1944), professor universitário, historiador, etnólogo, jornalista e arqueólogo, antigo conservador dos museus Etnológico Português e do de Arte Antiga, em Lisboa, coordenador dos trabalhos arqueológicos no sítio de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, de 1933 a 1940, comunicou o achado da Villa Romana de Freiria.

Primeiras escavações
Só em 1985, sob coordenação dos arqueólogos Guilherme Cardoso (igualmente jornalista e fotógrafo) e José d’Encarnação (também Professor universitário e jornalista) o achado seria objeto de escavações onde foram, por exemplo, descobertos uma ara ou altar dedicado à divindade romana Triborunnis, um quadrante de relógio de sol, uma carranca de felino, capitéis toscanos e corintizantes e cerâmicas diversas. O vasto espólio arqueológico recolhido tem permitido aos arqueólogos responsáveis desenvolver diversos trabalhos científicos, apresentados em publicações nacionais e internacionais, no âmbito da epigrafia, cerâmica, economia, produção vinícola/oleagínea, arquitetura, museologia, etc.

Onde está o espólio?
Embora as peças descobertas não se encontrem no local (estão, por exemplo no Museu da Vila, em Cascais), até para prevenir eventuais furtos ou danos, os visitantes vão poder partilhar o mesmo espaço físico que os antigos ocupantes da Villa Romana.

Percurso interpretativo em passadiço, mas não só
Num percurso interpretativo de pouco mais de 40 minutos, em passadiço, é permitida a aproximação humana preservando-se o património do pisoteio. Há mesmo um pequeno troço onde é permitido pisar a laje. “É diferente poder estar pessoalmente dentro de um local que foi habitado na Era Romana”, refere João Miguel Henriques, responsável da Divisão de Património Cultural da Câmara Municipal de Cascais. “É quase possível sentir quais os usos e costumes”, acrescenta, referindo-se às explicações em português e inglês que ajudam a compreender como se processava o dia-a-dia neste pedaço de território preservado a muito custo até aos dias de hoje.

Morada: Rua da Freiria, Polima

Localização GPS: 38.720901, -9.323144

Como chegar? Mapa google

Mais informações

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